SIC DESMANTELA REDE CRIMINOSA QUE ACTUAVA COM APOIO DE ELEMENTOS DE EMPRESAS DE SEGURANÇA

O Serviço de Investigação Criminal (SIC) deteve seis cidadãos, com idades compreendidas entre os 26 e os 57 anos, que actuavam com o alegado apoio de elementos ligados a empresas de segurança, em Luanda, indiciados pela prática dos crimes de associação criminosa, roubo qualificado e posse ilegal de armas de fogo.

Imagem: SIC

De acordo com as autoridades, os detidos integram um grupo composto por 11 elementos, encontrando-se alguns ainda em fuga, presumivelmente responsáveis por diversos actos criminosos.

Dos actos praticados pelo grupo, destaca-se um assalto ocorrido no dia 18 de Março de 2026, por volta das 22h30, no interior de um estabelecimento comercial pertencente a um cidadão expatriado de nacionalidade guineense, de 47 anos.

Na referida acção, oito indivíduos, alegadamente integrantes do grupo, munidos de armas de fogo do tipo AKM e pistolas, e fazendo-se transportar em três viaturas, introduziram-se no estabelecimento comercial, onde, sob ameaças de morte, coacção psicológica e agressões físicas, terão subtraído valores monetários no montante de 2 milhões e 600 mil kwanzas, bem como três telemóveis.

Segundo apurámos, o grupo actuava maioritariamente no período nocturno, recorrendo ao uso de armas de fogo e envergando coletes e fardamentos semelhantes aos do SIC, com o propósito de simular a qualidade de agentes da autoridade, prática susceptível de consubstanciar o crime de usurpação de funções. Os suspeitos posicionavam-se previamente em pontos estratégicos, com vista à monitorização dos alvos.

As investigações indicam ainda que as armas utilizadas eram, presumivelmente, fornecidas por elementos de empresas de segurança privada, igualmente detidos, que fariam parte da rede. A estes caberia a identificação de alvos, a análise de vulnerabilidades, a recolha de informações privilegiadas e a definição de rotas de fuga.

O SIC refere que os cidadãos em causa são reincidentes na prática de ilícitos criminais, sendo que alguns já possuem antecedentes. Um dos suspeitos terá cumprido uma pena de cinco anos de prisão na Comarca de Viana, em 2019.

A operação, levada a cabo por este órgão do Ministério do Interior, culminou com a apreensão de diversos meios utilizados na actividade criminosa, nomeadamente uma pistola do tipo Makarov com o respectivo carregador, uma viatura Hyundai i10 de cor dourada, dois telemóveis, uma máscara tipo gorro com a inscrição “Polícia”, uma farda social da Polícia Nacional, uma boina azul, um colete do posto fiscal aduaneiro, um par de sapatos da Polícia, vários documentos de identificação institucional e dois bilhetes de identidade.

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