ARCEBISPO DE LUANDA DESTACA SIGNIFICADO HISTÓRICO E ESPIRITUAL DA VISITA DO PAPA

O arcebispo metropolita da Arquidiocese de Luanda, Dom Filomeno do Nascimento Vieira Dias, manifestou, neste domingo (19), palavras de gratidão ao Papa Leão XIV, durante a missa celebrada na Centralidade do Kilamba, em Luanda, destacando o significado histórico e espiritual da visita do Santo Padre a Angola.

Imagem: LUSA

Na sua intervenção, Dom Filomeno recordou que, em 7 de Agosto de 1628, Dom Francisco do Soveral, então 5.º bispo do Congo e de Angola, escolheu Luanda como sede episcopal, sem imaginar que, cerca de 400 anos depois, um Papa da Igreja Católica, pertencente à ordem agostiniana, pisaria estas terras já evangelizadas.

O prelado deu as boas-vindas ao Santo Padre, sublinhando que Angola é uma terra marcada pelo ardor missionário agostiniano e pela fé vivida com alegria pelo seu povo.

 “Com o coração encantado, agradecemos a vossa visita. Angola abraça-vos com a alegria contagiante que nos caracteriza e com a fé que recebemos como dom”, afirmou.

Dom Filomeno descreveu o momento como um dia de júbilo, preparado e desejado por Deus, visível na alegria dos jovens e na esperança renovada de todos os fiéis. Enfatizou que a presença do Papa representa um sinal de conforto para os mais necessitados e um incentivo à esperança colectiva, reforçando a convicção de que um futuro melhor é possível quando há compromisso comum.

O arcebispo pediu a bênção do Santo Padre para o povo angolano, apelando à unidade, à justiça e ao bem comum. Sublinhou a necessidade de superar divisões políticas e sociais, defendendo uma convivência saudável entre os cidadãos.

“Que a política não divida famílias, amigos, aldeias e bairros. Antes de tudo, sejamos angolanos”, declarou.

Imagem: Arcebispo de Luanda e Papa Leão XIV. Crédito: Vaticano News

Inspirando-se nas palavras do Papa sobre a reconciliação e a paz, recordadas durante uma visita ao Líbano, Dom Filomeno afirmou que a paz exige perseverança e compromisso contínuo. Na ocasião, evocou também a memória dos missionários, religiosos e leigos que transmitiram a fé em Angola, muitos dos quais considerados mártires e testemunhas dedicadas.

Concluiu destacando que Angola deve afirmar-se como um país de fé, fraternidade e desenvolvimento, valores que devem orientar a identidade nacional. A intervenção terminou com uma referência à protecção de Nossa Senhora da Muxima, invocada como mãe de Angola, e com um renovado agradecimento ao Papa pela sua presença no país.

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