ASSALTO À IGREJAS E RESIDÊNCIAS: SIC CAPTURA TRÊS E ANDA NO ENCALÇO DOS RESTANTES FORAGIDOS

O Serviço de Investigação Criminal (SIC) em Luanda apresentou, na manhã desta segunda-feira, 8 de Junho, três cidadãos nacionais, com idades compreendidas entre os 25 e 28 anos, os suspeitos são apontados como integrantes de uma rede responsável por vários assaltos a residências particulares, casas paroquiais no município dos Mulenvos e arredores.

Imagem: DR Ponto de Situação

A apresentação decorreu nas instalações do Comando Municipal dos Mulenvos, onde o chefe do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do SIC-Luanda, Superintendente-Chefe Fernando Carvalho, explicou que os detidos faziam parte de um grupo composto por vários elementos que actuavam de forma articulada.

Entre os nomes referenciados no processo constam Petelson, conhecido por "Bate Um", Camilo Emanuel, Coco Pina, Beba, Wilson, Baixinho e António Riquesa.

Segundo as investigações, os suspeitos não actuavam como um grupo permanente, mas reuniam-se sempre que surgia uma oportunidade para a prática dos assaltos.

“Não eram propriamente um grupo organizado com actuação contínua. Quando alguém tinha uma novidade, contactava os restantes e partiam para a execução do roubo”, explicou Fernando Carvalho.

Um dos detidos, Camilo Emanuel, de 28 anos, admitiu fazer parte da associação criminosa, embora tenha negado participação num dos assaltos que culminou com a detenção do grupo. O suspeito confessou, contudo, ter participado no assalto à casa paroquial.

“Participámos no assalto à casa paroquial porque o Petelson disse que podíamos encontrar valores e fomos pulando os muros”, declarou.

Camilo Emanuel revelou ainda que António Riquesa passou a integrar o grupo depois de uma recomendação feita pela própria esposa.

“Quando ele veio de Malanje, a esposa disse-nos que o marido também fazia assaltos e passámos a andar com ele”, afirmou.

Segundo Fernando Carvalho, as detenções resultaram das investigações sobre um violento assalto ocorrido no dia 16 de Maio de 2026, por volta da meia-noite, no bairro Capalanga.

Imagem: DR Ponto de Situação

Na ocasião, os suspeitos, munidos de armas de fogo do tipo AKM e pistola, escalaram o muro da Paróquia Santo Agostinho, onde roubaram 400 euros, 120 dólares norte-americanos, 120 mil kwanzas, um computador da marca HP, uma placa electrónica de uma viatura Toyota Hilux e uma arma de fogo do tipo AKM pertencente ao segurança do recinto.

As diligências permitiram ainda estabelecer ligações dos implicados a outros seis crimes de roubo qualificado.

Entre os casos destacados pelo SIC consta o assalto à Casa de Acolhimento Maria Polis, ocorrido a 28 de Janeiro de 2026, onde foram subtraídos 4.500 euros, 138 mil kwanzas e um computador.

Os suspeitos são igualmente apontados como autores do roubo na Casa de Acolhimento Nossa Senhora de Fátima, registado a 5 de Janeiro de 2026, de onde levaram dois computadores, duas televisões plasma, quatro telemóveis e 1.300.000 kwanzas.

Outro crime atribuído ao grupo ocorreu numa padaria, a 18 de Dezembro de 2025, onde terão roubado 1.650.000 kwanzas e dez telemóveis de diferentes marcas e modelos.

As investigações associam ainda os detidos ao roubo de diversos bens numa residência do bairro Capalanga, que teve como vítima um cidadão de 65 anos, bem como a outro assalto ocorrido a 16 de Abril de 2026, no mesmo bairro, em que foi lesada uma cidadã de 27 anos.

O SIC informou que continuam em curso diligências para a localização e captura de pelo menos cinco elementos que permanecem foragidos, apelando à colaboração da população através da denúncia de qualquer informação que possa conduzir ao seu paradeiro.

As autoridades garantem que o combate à criminalidade organizada continuará a ser uma prioridade, com o objectivo de reforçar a segurança das comunidades e responsabilizar os autores destes actos perante a justiça.