BANCA E SECTOR PRIVADO UNEM FORÇAS PARA RECONSTRUIR HABITAÇÕES DESTRUÍDAS PELAS CHEIAS EM BENGUELA

O Indústria e o Banco Keve, o Banco de Comércio e o Grupo Carrinho, anunciaram um financiamento conjunto para apoiar a reconstrução de habitações devastadas pelas recentes cheias provocadas pelo transbordo do rio Cavaco, na província de Benguela, numa iniciativa que reforça a solidariedade institucional face à crise humanitária.

Imagem: Ver Angola

Numa altura em que centenas de famílias continuam a enfrentar as consequências das inundações que assolaram várias zonas da província de Benguela, o sector privado e financeiro angolano dá um passo concreto no apoio à recuperação das comunidades afectadas.

 O Grupo Carrinho, em parceria com o Banco de Comércio e Indústria (BCI) e o Banco Keve, decidiu mobilizar recursos financeiros para viabilizar a reconstrução de residências destruídas pelas cheias.

A iniciativa enquadra-se no âmbito da responsabilidade social corporativa das três instituições, que respondem, assim, ao apelo urgente de assistência às populações atingidas pelo desastre natural.

Segundo informações avançadas pela Administração Municipal do Lobito, a prioridade será atribuída às famílias cujas habitações foram completamente destruídas, numa tentativa de devolver, com maior celeridade, condições mínimas de habitabilidade e dignidade.

O transbordo do rio Cavaco, que ocorreu na sequência de chuvas intensas, deixou um rasto de destruição, desalojando famílias, comprometendo infra-estruturas e expondo fragilidades estruturais na gestão de riscos ambientais.

Neste contexto, a intervenção das referidas instituições surge como um contributo relevante para mitigar os impactos sociais da tragédia.

Para além do apoio financeiro, especialistas defendem que acções desta natureza devem ser acompanhadas por políticas públicas mais robustas de ordenamento do território, prevenção de desastres e construção resiliente, de modo a reduzir a vulnerabilidade das populações face a fenómenos climáticos extremos.

A mobilização conjunta do Grupo Carrinho, BCI e Banco Keve reflecte, por outro lado, um crescente alinhamento entre o sector privado e as necessidades sociais do país, evidenciando que a resposta a crises humanitárias exige uma actuação coordenada entre Estado, empresas e sociedade civil.

Num cenário marcado pela dor e perda, gestos concretos como este assumem um papel determinante na reconstrução não apenas de casas, mas também da esperança de milhares de angolanos afectados pelas cheias.

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