CHUVAS EM ANGOLA: LÍDER DA UNITA SUGERE PLANEAMENTO URBANO E CRIAÇÃO DE MECANISMOS DE ALERTA E RESPOSTA RÁPIDA
Após os estragos das últimas chuvas que se abateram sobre Angola, o presidente da UNITA Adalberto Costa Júnior, disse que é momento de repensar o país, e investir em planeamento urbano, reforçar a fiscalização das construções em áreas de risco e criar mecanismos de alerta precoce e resposta rápida.
Antes, Adalberto Costa Júnior expressou a sua solidariedade aos afectados pelas chuvas que têm assolado várias províncias, de forma particular a Benguela, onde já se registavam mais de 25 mortes. ‘‘A dor destas perdas é incomensurável e, neste momento de luto, o meu pensamento e solidariedade estão com cada vítima e seus familiares’’.
‘‘É momento de repensar o país’’
Em nota, o líder do maior partido na oposição escreveu que, o povo deve ser protegido, não punido por viver em condições muitas vezes impostas pela pobreza e pela negligência histórica das autoridades. ‘‘Cada tragédia como esta é um lembrete doloroso de que a segurança dos cidadãos deve ser central na agenda de qualquer governo’’.
O mesmo, apelou às autoridades competentes que actuem com rigor e urgência, mas que também trabalhem em conjunto com as comunidades para identificar soluções duradouras. disse ainda que solidariedade política deve se traduzir em acção concreta como: obras, prevenção e proteção permanente.
‘‘Que estas perdas não sejam apenas números, mas um catalisador para mudanças estruturais e sustentáveis que salvem vidas’’, disse.
Adalberto Costa Júnior, em nome do seu partido, propôs um conjunto de medidas que olham para além do imediato:
1. PLANO NACIONAL DE PREVENÇÃO E GESTÃO DE INUNDAÇÕES:
Um instrumento de Estado que envolva ministérios chave, governos provinciais, municipais e comunidades locais, com mapas de risco actualizados, sistemas de alerta precoce e acções de evacuação planeadas consoante o nível de perigo.
2. ORDENAMENTO TERRITORIAL E REALOJAMENTO:
Identificar áreas de risco elevado e promover programas de reassentamento digno, com habitação de qualidade, infraestrutura e acesso a serviços básicos. Não é aceitável que famílias vivam permanentemente à mercê da vulnerabilidade.
3. INVESTIMENTO EM INFRAESTRUTURA DE DRENAGEM URBANA E RURAL:
melhorar sistemas de escoamento de água, limpar valas e canais antes da época das chuvas, e reforçar a capacidade de resposta dos serviços municipais de manutenção.
4. EDUCAÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO DA POPULAÇÃO:
Campanhas regulares sobre riscos climáticos e como agir antes, durante e depois de eventos extremos, envolvendo escolas, lideranças comunitárias e meios de comunicação.
5. GESTÃO DE RESÍDUOS E LIMPEZA URBANA:
Regular a recolha e eliminação de lixo, que bloqueia as valas e canais de drenagem, agravando inundações. Uma política nacional de saneamento preventivo reduz o risco de enchentes.
6. FINANCIAMENTO DE EMERGÊNCIA E SEGURO COMUNITÁRIO:
Criar fundos de apoio às vítimas e mecanismos de seguro social que ofereçam suporte imediato às famílias afectadas por desastres naturais.
7. PLANEAMENTO TERRITORIAL SÉRIO E INCLUSIVO:
Redesenhar o uso do solo urbano e periurbano com base em estudos hidrológicos e de risco, para evitar assentamentos em encostas perigosas e linhas de água. Priorizar reassentamentos voluntários em áreas seguras, com infra‑estruturas essenciais, garantindo dignidade e acesso a serviços básicos.
‘‘Governar é, acima de tudo, proteger vidas. Este momento exigente convida todos nós a repensar Angola: a forma como ocupamos o território, como estruturamos nossas cidades, como cuidamos dos mais vulneráveis’’.
‘‘Que Angola aprenda com cada desafio e avance mais forte, mais organizada e mais capaz de proteger cada família’’, finalizou o líder.





































