ESTADOS UNIDOS E ISRAEL AVISAM: NOVO LÍDER SUPREMO DO IRÃO COM DIAS CONTADOS
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçam eliminar o novo líder supremo do Irão caso a sua liderança não seja aceite pelos dois países.
Depois do ataque conjunto entre Israel e os Estados Unidos da América em território iraniano, que terá culminado com o assassinato do então líder supremo, Ali Khamenei, no domingo, 28 de Fevereiro, Mojtaba Khamenei, de 56 anos, foi escolhido para suceder ao pai no poder.
Antes da escolha de Mojtaba Khamenei, o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, já havia garantido que o seu país poderia lançar outra operação que terminaria com a morte do próximo líder supremo do Irão.
“Qualquer líder nomeado pelo regime terrorista iraniano para dar continuidade e comandar o plano de destruir Israel, ameaçar os Estados Unidos, o mundo livre e os países da região, bem como reprimir o povo iraniano, será um alvo para eliminação”, afirmou.
Quem também se pronunciou em tom semelhante foi o Presidente norte-americano, Donald Trump, que declarou que o novo líder supremo do Irão “não vai durar muito”.
“Ele terá de obter a nossa aprovação”, disse o líder norte-americano, sugerindo que essa seria uma condição indispensável para uma permanência longa no poder.
Em reacção, o ministro das Relações Exteriores do Irão, Abbas Araghchi, no domingo, 8 de Março, condenou as declarações das duas figuras políticas, afirmando que a decisão cabe exclusivamente ao povo iraniano escolher os seus líderes.
“Não permitiremos que ninguém interfira nos nossos assuntos internos. É responsabilidade do povo iraniano escolher o seu novo líder”, declarou.
Mojtaba Hosseini Khamenei, oficialmente anunciado como o novo Líder Supremo do Irão, torna-se assim o terceiro líder supremo do país desde a fundação da República Islâmica, em 1979.

Imagem: Aljazeera
Nascido a 8 de Setembro de 1969, Mojtaba era considerado o filho mais influente de Ali Khamenei e terá servido durante a guerra entre o Irão e o Iraque, entre 1987 e 1988.
Agora à frente do país num momento particularmente crítico, Mojtaba Hosseini Khamenei, apesar do seu perfil discreto, já havia sido alvo de sanções dos Estados Unidos em 2019. Na altura, Washington acusou-o de actuar como representante político do pai, mesmo sem ocupar qualquer cargo oficial eleito ou nomeado no governo iraniano.
Segundo as autoridades norte-americanas, Mojtaba trabalhava de forma próxima com a Guarda Revolucionária Islâmica e com a milícia Basij, forças frequentemente utilizadas para manter o controlo interno do regime e projectar influência militar na região, incluindo repressão contra civis e apoio a grupos aliados do Irão no Médio Oriente.
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