ESTADOS UNIDOS E ISRAEL AVISAM: NOVO LÍDER SUPREMO DO IRÃO COM DIAS CONTADOS
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçam eliminar o novo líder supremo do Irão caso a sua liderança não seja aceite pelos dois países.
Depois do ataque conjunto entre Israel e os Estados Unidos da América em território iraniano, que terá culminado com o assassinato do então líder supremo, Ali Khamenei, no domingo, 8 de Março, Mojtaba Khamenei, de 56 anos, foi escolhido para suceder ao pai no poder.
Antes da escolha de Mojtaba Khamenei, o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, já havia garantido que o seu país poderia lançar outra operação que terminaria com a morte do próximo líder supremo do Irão.
“Qualquer líder nomeado pelo regime terrorista iraniano para dar continuidade e comandar o plano de destruir Israel, ameaçar os Estados Unidos, o mundo livre e os países da região, bem como reprimir o povo iraniano, será um alvo para eliminação”, afirmou.
Quem também se pronunciou em tom semelhante foi o Presidente norte-americano, Donald Trump, que declarou que o novo líder supremo do Irão “não vai durar muito”.
“Ele terá de obter a nossa aprovação”, disse o líder norte-americano, sugerindo que essa seria uma condição indispensável para uma permanência longa no poder.
Em reacção, o ministro das Relações Exteriores do Irão, Abbas Araghchi, no domingo, 8 de Março, condenou as declarações das duas figuras políticas, afirmando que a decisão cabe exclusivamente ao povo iraniano escolher os seus líderes.
“Não permitiremos que ninguém interfira nos nossos assuntos internos. É responsabilidade do povo iraniano escolher o seu novo líder”, declarou.
Mojtaba Hosseini Khamenei, oficialmente anunciado como o novo Líder Supremo do Irão, torna-se assim o terceiro líder supremo do país desde a fundação da República Islâmica, em 1979.

Imagem: Aljazeera
Nascido a 8 de Setembro de 1969, Mojtaba era considerado o filho mais influente de Ali Khamenei e terá servido durante a guerra entre o Irão e o Iraque, entre 1987 e 1988.
Agora à frente do país num momento particularmente crítico, Mojtaba Hosseini Khamenei, apesar do seu perfil discreto, já havia sido alvo de sanções dos Estados Unidos em 2019. Na altura, Washington acusou-o de actuar como representante político do pai, mesmo sem ocupar qualquer cargo oficial eleito ou nomeado no governo iraniano.
Segundo as autoridades norte-americanas, Mojtaba trabalhava de forma próxima com a Guarda Revolucionária Islâmica e com a milícia Basij, forças frequentemente utilizadas para manter o controlo interno do regime e projectar influência militar na região, incluindo repressão contra civis e apoio a grupos aliados do Irão no Médio Oriente.
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