GABÃO SUSPENDE REDES SOCIAIS POR INCENTIVAREM CONFLITOS SOCIAIS E DESESTABILIZAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES

A Alta Autoridade da Comunicação do Gabão (HAC) decidiu, recentemente, suspender por tempo indeterminado o acesso às redes sociais no país, alegando que os utilizadores estariam a divulgar conteúdos que incentivam o ódio e contribuem para a desestabilização das instituições.

Imagem: DR Ponto de Situação

O porta-voz da HAC, Jean-Claude Mendome, avançou que não há, para já, qualquer previsão quanto à reversão da medida.

Segundo aquele responsável, a instituição “constata a disseminação (…) de conteúdos inapropriados, difamatórios, odiosos, injuriosos e que atentam contra a dignidade humana, os bons costumes, a honra dos cidadãos, a coesão social, a estabilidade das instituições da República e a segurança nacional”.

Jean-Claude Mendome sustenta que, caso não fossem adoptadas as medidas agora em vigor, desde terça-feira, 17 de Fevereiro, a probabilidade de ocorrência de conflitos internos seria maior.

A decisão tem gerado revolta no seio da população, que considera tratar-se de uma violação dos seus direitos fundamentais, nomeadamente à liberdade de expressão e de acesso à informação.

Desde a eleição do actual Presidente, Brice Oligui Nguema, o país enfrenta desafios significativos, cuja resolução não se antevê para breve. A situação é ainda agravada pela greve dos professores e de outros sectores, em curso desde Dezembro do ano passado.

Os trabalhadores exigem melhores condições laborais e salariais.

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