INUNDAÇÕES DO RIO CAVACO DEIXAM RASTO DE DESTRUIÇÃO EM BENGUELA E LEVANTAM CRÍTICAS À GESTÃO DAS INFRA-ESTRUTURAS
O Secretariado Provincial da UNITA pronunciou-se publicamente sobre a grave situação de calamidade que atingiu a província de Benguela, na sequência do transbordo do rio Cavaco, ocorrido a 12 de Abril de 2026, que já afectou milhares de famílias, provocou mortos, desaparecidos e destruição significativa de habitações.
O cenário actual em Benguela é descrito como de dor, perda e incerteza, onde milhares de famílias viram de um momento para o outro, as suas residências invadidas pelas águas, perdendo praticamente todos os seus bens.
Embora se reconheça que fenómenos naturais não podem ser evitados, a UNITA considera que a dimensão desta tragédia foi agravada por negligência humana.
Dados disponíveis indicam que mais de 8.036 famílias foram afectadas. Registam-se, até ao momento, 19 mortos e 31 desaparecidos, números que reflectem a gravidade da situação. No sector habitacional, cerca de 1.540 casas foram completamente destruídas, 3.871 sofreram danos e outras 2.586 continuam inundadas.
Para o Secretariado Provincial da UNITA, quando os números passam a ter rosto, a tragédia deixa de ser apenas estatística e transforma-se num apelo urgente à consciência colectiva. A organização sublinha que, em Benguela, sempre que ocorrem chuvas intensas, não é apenas o nível da água que sobe, mas também as consequências de anos de promessas não cumpridas.
No dia 14 de Abril, o presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, deslocou-se à província de Benguela, onde visitou as áreas afectadas pelas inundações na zona do rio Cavaco. Durante a visita, procurou inteirar-se das condições técnicas das obras em curso e manifestar solidariedade às populações desalojadas.
Segundo informações prestadas por técnicos no local, a falta de manutenção do rio, o assoreamento e as deficiências nas barreiras de contenção são factores que contribuíram para a gravidade das inundações.
O líder da UNITA defendeu que o problema não se resume à escassez de meios, apontando igualmente falhas ao nível da organização e gestão, e apelou a uma maior coordenação entre as entidades responsáveis pela execução e fiscalização das obras públicas.





































