PRESIDENTE DO LOUVRE PEDE DEMISSÃO MESES APÓS ROUBO DE JOIAS
A presidente do Museu do Louvre, Laurence des Cars, apresentou sua demissão nesta terça-feira, 24, ao gabinete do presidente francês, Emmanuel Macron, que aceitou o pedido para dar um "novo impulso" à instituição, abalada por um roubo de joias em Outubro.
"O chefe de Estado aceitou a renúncia, saudando um acto de responsabilidade em um momento em que o maior museu do mundo precisa de tranquilidade e de um novo impulso para realizar grandes projectos de segurança e modernização, assim como o projecto 'Louvre - Novo Renascimento'", afirmou a Presidência em comunicado.
Laurence, de 54 anos, foi a primeira mulher a dirigir o prestigioso museu francês, após passar quatro anos à frente de outro importante equipamento francês, o Museu de Orsay.
Durante esse período, a historiadora da arte do século XIX e início do XX se destacou por seu dinamismo e se concentrou na diversidade, nos temas sociais e na importância de atrair as novas gerações.
O popular museu parisiense está envolto em controvérsias desde 19 de Outubro, quando ocorreu um roubo de joias, além de problemas com vazamentos de água, greves de funcionários e fraude na venda de ingressos.
Roubo de joias
O crime, que ocorreu em Outubro de 2025, chocou a França e teve repercussão internacional. O Louvre é o museu mais visitado do mundo. O local abriga mais de 33 mil obras, entre antiguidades, esculturas e pinturas, e é conhecido por abrigar a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci.

Imagem: CNN Brasil
A área onde ocorreu o roubo fica a cerca de 250 metros do famoso quadro. Joias históricas da monarquia francesa foram levadas pelos criminosos. A invasão aconteceu por volta das 9h30, cerca de 30 minutos após a abertura do museu para visitantes.
Os criminosos estacionaram um caminhão ao lado do museu e usaram uma escada mecânica para acessar o primeiro andar. Eles arrombaram uma janela que não era blindada, entraram no prédio e romperam com duas vitrines de alta segurança.
A acção durou cerca de sete minutos, e os criminosos fugiram de moto. O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, afirmou que as joias roubadas têm “valor inestimável” e representam um “verdadeiro patrimônio”. “Eles claramente fizeram um reconhecimento prévio. Parecem muito experientes”, disse.
Ao todo, foram levadas oito peças da Galeria de Apolo, que abriga a coleção real de pedras preciosas e diamantes da coroa francesa. Uma nona joia, a coroa da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III, chegou a ser retirada, mas foi encontrada danificada na rua, segundo a ministra da Cultura, Rachida Dati. A peça é composta por 1.354 diamantes e 56 esmeraldas.
Esquema de fraudes
A 13 de Fevereiro, nove pessoas foram detidas sob suspeita de integrar um esquema de fraude na venda de ingressos do Museu do Louvre e do Palácio de Versalhes, segundo o Ministério Público de Paris. O prejuízo estimado é superior a 10 milhões de euros.
Entre os suspeitos estão dois funcionários do Louvre, guias turísticos e uma pessoa apontada como possível organizadora da rede.
“Com base nos elementos já identificados, suspeita-se da existência de uma rede envolvida em uma fraude de grande escala”, afirmou uma porta-voz do museu.
Em resposta às investigações, o Museu do Louvre afirmou que fraudes são “estatisticamente inevitáveis” em instituições de grande porte, após a revelação de um suposto esquema de desvio de ingressos que pode ter causado prejuízo superior a 10 milhões de euros ao longo de uma década.
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