SIC APRESENTA HOMEM SUSPEITO DE LENOCÍNIO DE MENORES EM LUANDA
O Serviço de Investigação Criminal (SIC) em Luanda apresentou, nesta terça-feira, 07, um cidadão angolano de 60 anos de idade, desempregado, suspeito de explorar sexualmente menores de idade.
Segundo o SIC, o suspeito é acusado de receber dinheiro para facilitar o envolvimento de cidadãos estrangeiros em relações sexuais com menores de idade.
De acordo com as autoridades, o caso teve início no passado dia 23 de Junho de 2026, quando foi denunciado o desaparecimento de uma menor do convívio familiar. No decurso das diligências, familiares foram informados de que a jovem teria sido vista no interior de uma residência localizada no bairro Vila Alice, município do Rangel.
No local, o proprietário da residência negou conhecer o paradeiro da menor procurada. Contudo, durante as investigações, os efectivos do SIC localizaram uma outra adolescente, de 15 anos de idade, que permanecia na habitação há mais de três dias.
As investigações apontam que a menor era alegadamente coagida pelo proprietário da residência a manter relações sexuais com vários homens, mediante o pagamento de 10 mil kwanzas por cada acto. Entre os alegados envolvidos encontra-se um cidadão de nacionalidade gambiana.
Durante a apresentação pública, o suspeito, identificado como Senhor Abreu, de 61 anos de idade, rejeitou todas as acusações.
"Sou inocente e, em momento nenhum, dei a minha casa para esse tipo de prática. A minha casa é uma casa de respeito. Eu sou angolano, nasci aqui em Angola. O tempo, ou Deus, irá dizer toda a verdade", declarou.
Por sua vez, o chefe do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do SIC-Luanda, Fernando Carvalho, assegurou que a instituição continuará a reforçar o combate aos crimes contra menores e a todas as práticas que atentem contra a dignidade humana.
Fernando Carvalho apelou ainda à colaboração da população, incentivando os cidadãos a denunciarem, de forma imediata, qualquer situação que envolva exploração sexual, violência ou abuso de menores, permitindo uma intervenção mais rápida das autoridades e contribuindo para a prevenção deste tipo de criminalidade.
O processo segue agora os seus trâmites legais e o suspeito será presente ao Ministério Público para as diligências subsequentes.




































