ANA DIAS LOURENÇO LANÇA APELO À RESILIÊNCIA DA MULHER AFRICANA FACE ÀS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

A Primeira-Dama da República de Angola, Ana Dias Lourenço, anunciou o lançamento de uma campanha nacional sobre a resiliência da mulher africana perante os impactos das alterações climáticas, durante um acto oficial realizado esta sexta-feira em Libreville, no Gabão.

Imagem: O País

A iniciativa foi apresentada no âmbito da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento, da qual Ana Dias Lourenço exerce o cargo de vice-presidente, reforçando o papel de Angola nas agendas continentais ligadas ao desenvolvimento sustentável e à igualdade de género.

No seu discurso, a Primeira-Dama destacou a necessidade urgente de capacitar as comunidades africanas para responderem de forma eficaz às crescentes adversidades ambientais, sublinhando que as mulheres e meninas são frequentemente as mais afectadas pelos efeitos das alterações climáticas.

Como exemplo concreto, referiu as recentes inundações provocadas pelo transbordo do rio Cavaco, na província de Benguela, que causaram perdas humanas e materiais significativas, evidenciando a vulnerabilidade das populações perante fenómenos climáticos extremos.

Ana Dias Lourenço defendeu que a campanha deve ir além de um simples anúncio institucional, transformando-se num movimento contínuo de solidariedade e acção concreta, com impacto real na vida das comunidades mais expostas.

A governante alertou ainda para a dupla pressão que recai sobre o continente africano, marcado simultaneamente por alterações climáticas e conflitos armados, factores que agravam a insegurança alimentar, o deslocamento de populações e a fragilização das estruturas sociais.

Neste contexto, sublinhou a capacidade de resiliência da mulher africana, que, apesar das dificuldades, continua a desempenhar um papel central na sobrevivência das famílias e na coesão das comunidades.

A campanha “Construir Resiliência para Mulheres e Meninas: Clima, Conflito e Futuros Sustentáveis” pretende mobilizar governos, parceiros internacionais e sociedade civil, promovendo soluções inclusivas que coloquem mulheres e meninas no centro das políticas de adaptação climática.

Com o lançamento em Libreville e a futura extensão para Angola, a iniciativa reforça a aposta na cooperação africana e na construção de respostas conjuntas para desafios que já não são apenas ambientais, mas também sociais e humanitários.

LEIA TAMBÉM: NORBERTO GARCIA ASSUME DIRECÇÃO DO CEFOJOR EM NOVA RECONFIGURAÇÃO NO SECTOR DA COMUNICAÇÃO SOCIAL