ANGOLA PROMOVE DIÁLOGO NACIONAL SOBRE MIGRAÇÃO CLIMÁTICA E MOBILIDADE HUMANA
O Ministério do Ambiente de Angola, em parceria com a Organização Internacional para as Migrações, realiza nos dias 24 e 26 de Junho, em Luanda, um Diálogo Nacional sobre Mobilidade Humana, Degradação Ambiental, Desastres e Alterações Climáticas, com o objectivo de promover uma abordagem integrada para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas em Angola.
A iniciativa surge num contexto em que Angola é considerada um dos países mais afectados pelos efeitos das alterações climáticas, ocupando a 23.ª posição no Índice Global de Risco Climático. Entre os principais impactos identificados estão as inundações, as secas prolongadas, a erosão dos solos e a elevação do nível do mar, fenómenos que afectam diversos sectores estratégicos da economia e da vida social.
Os efeitos das alterações climáticas têm repercussões significativas na agricultura, segurança alimentar, recursos hídricos, biodiversidade, pescas, saúde pública, infraestruturas, zonas costeiras e produção de energia. O sector agrícola, que emprega uma grande parte da população angolana, tem sido particularmente afectado pela intensificação das secas e de eventos climáticos extremos, resultando em perdas de produção, desemprego, insegurança alimentar e migração interna.
Durante o encontro, que decorrerá nos dias 24 e 25 de Junho, representantes governamentais, especialistas e quadros técnicos irão discutir as tendências e os padrões da mobilidade humana associados à degradação ambiental e às alterações climáticas, bem como identificar prioridades para a formulação de políticas públicas mais eficazes.
O diálogo pretende ainda permitir que o Governo partilhe o conhecimento actual sobre a relação entre migração, ambiente e clima, promovendo uma visão comum sobre a chamada migração climática e a sua integração nos instrumentos de planeamento e desenvolvimento nacional.
A organização espera que o encontro contribua para o fortalecimento das estratégias de adaptação às mudanças climáticas e para a construção de soluções sustentáveis que protejam as populações mais vulneráveis aos impactos ambientais.





































