‘‘CASO RUSSOS’’ ABRE DEBATE SOBRE SEGURANÇA, INFLUÊNCIA EXTERNA E LIBERDADE POLÍTICA
O julgamento do conhecido “Caso Russos”, que decorre no Tribunal Provincial de Luanda, envolvendo dois cidadãos russos e dois angolanos acusados de espionagem, associação criminosa e terrorismo, é um processo que tem gerado forte atenção pública, por envolver alegadas redes de influência estrangeira e suspeitas de tentativa de desestabilização política em Angola.
Os arguidos são os cidadãos russos Igor Ratchin, identificado como consultor político, e Lev Lakshtanov, tradutor, bem como os angolanos Amor Carlos Tomé e Oliveira Francisco. Todos respondem por alegada participação numa estrutura descrita pelas autoridades como sendo de natureza organizada e com objectivos políticos sensíveis.
Segundo a acusação, os estrangeiros estariam ligados à organização Africa Politology e teriam actuado sob a cobertura de um projecto denominado “Casa da Cultura Angola-Rússia”.
As autoridades apontam que, sob essa fachada, o grupo terá desenvolvido acções de financiamento de manifestações, corrompido jornalistas, promovido campanhas de desinformação nas redes sociais e tentado influenciar processos políticos internos.
O processo tem sido marcado por controvérsia em torno da estratégia da defesa, que tentou arrolar diversas figuras públicas e políticas como testemunhas.
Entre os nomes citados estiveram actores da vida política nacional, incluindo Adalberto Costa Júnior, bem como personalidades ligadas ao partido no poder. O tribunal, no entanto, rejeitou parte desses pedidos de audição.





































