UNIÃO EUROPEIA PONDERA ELIMINAR TECNOLOGIA CHINESA COM CUSTO SUPERIOR A 400 MIL MILHÕES DE DÓLARES

A União Europeia está a considerar a eliminação gradual do uso de tecnologia chinesa nos seus sistemas estratégicos, uma medida que poderá ultrapassar os 400 mil milhões de dólares em custos, segundo um estudo recente. A decisão visa reforçar a segurança digital do bloco.

Imagem: Poder360

De acordo com a análise, a iniciativa faz parte de um esforço mais amplo da União Europeia para reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros em áreas críticas, especialmente num contexto de crescentes preocupações com a cibersegurança e a protecção de dados.

Os sectores da energia e das telecomunicações deverão ser os mais afectados por esta mudança, uma vez que são considerados pilares essenciais tanto para a transição digital como para a transição energética (verde) que o bloco europeu pretende consolidar nos próximos anos.

A substituição de infra-estruturas e equipamentos actualmente em uso implicará investimentos elevados, além de possíveis atrasos em projectos em curso.

Especialistas alertam que, embora a medida possa reforçar a soberania tecnológica da União Europeia, também poderá trazer desafios económicos significativos, incluindo o aumento dos custos operacionais e impactos nas cadeias de fornecimento.

Apesar dos custos elevados, autoridades europeias defendem que o reforço da segurança e da autonomia estratégica é fundamental para garantir a estabilidade e a competitividade da região a longo prazo.