“JANFRAS”: DETIDO EMPRESÁRIO ACUSADO DE DESVIAR MAIS DE 100 VIATURAS EM LUANDA
A Direcção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP) deteve, em Luanda, o cidadão Januário Joaquim Francisco, de 35 anos, proprietário da empresa de táxi por aplicativo “Janfras”, acusado de envolvimento num alegado esquema fraudulento que resultou no desaparecimento de mais de uma centena de viaturas pertencentes a clientes.
Segundo informações apuradas, o modelo de negócio da empresa assentava na gestão de viaturas de terceiros para prestação de serviços de táxi por aplicativo, mediante contratos que previam pagamentos periódicos aos proprietários, variando entre valores semanais e mensais. Contudo, com o decorrer do tempo, os clientes deixaram de receber os valores acordados, ao mesmo tempo que perdiam o rasto dos seus automóveis.
Entre as práticas denunciadas, destaca-se a alegada substituição dos dispositivos de localização (GPS), mecanismo que terá sido utilizado para dificultar o acompanhamento das viaturas por parte dos legítimos proprietários.
A denúncia partiu tanto de clientes lesados quanto de antigos trabalhadores da empresa, que levantaram suspeitas sobre o funcionamento interno da “Janfras”.
As autoridades indicam que várias viaturas terão sido comercializadas de forma ilícita, algumas dentro do território nacional e outras fora do país, o que levanta a hipótese de existência de uma rede organizada de receptação e revenda.
Perante a gravidade dos factos, o porta-voz da DIIP, intendente Quintino Ferreira, assegurou que o processo segue os trâmites legais e que as investigações prosseguem com vista ao total esclarecimento do caso.

“A Polícia Nacional está a trabalhar para responsabilizar todos os envolvidos, desde os autores materiais até eventuais cúmplices e receptadores”, afirmou.
O caso expõe fragilidades nos mecanismos de controlo e fiscalização de plataformas digitais de gestão de bens, bem como nos processos de transmissão de propriedade automóvel, levantando preocupações quanto à segurança jurídica dos cidadãos.
Enquanto decorrem as diligências, dezenas de lesados enfrentam prejuízos significativos, num cenário que reforça a necessidade de maior rigor na regulação de serviços desta natureza e de uma actuação firme das autoridades no combate à criminalidade económica organizada.
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