PIB ANGOLANO CRESCE 23,35% E LUANDA MANTÉM LIDERANÇA ECONÓMICA
O Produto Interno Bruto (PIB) a preços correntes preliminar de Angola fixou-se em 128.302 mil milhões de kwanzas em 2025, um aumento de 23,35 por cento face ao ano anterior.
Os dados constantes do relatório publicado a 30 de Abril de 2026 pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que, em 2025, as províncias de Luanda (com um PIB avaliado em 40.810,26 mil milhões de kwanzas), Zaire (com 18.070,90 mil milhões) e Benguela (com 10.248,67 mil milhões) se posicionaram com o nível de produção mais elevado do país.
O relatório consultado pelo Portal Ponto de Situação revela que, entre as províncias com menor produção económica, se destacam o Cuando Cubango, o Cunene e o Namibe, cujos PIB foram avaliados em aproximadamente 764.34 mil milhões, 1.044,78 mil milhões e 1.577,31 mil milhões de kwanzas, respetivamente.
Os dados comparativos do INE revelam que, em 2024, o PIB do país estava fixado em 104.011,09 mil milhões de kwanzas, valor que cresceu significativamente em 2025 para 128.302,02 mil milhões de kwanzas.
Luanda, capital angolana, passou de 32.289,43 mil milhões de kwanzas em 2024 para 40.810,26 mil milhões em 2025. Benguela também registou um crescimento expressivo, ao subir de 7.832,66 mil milhões para 10.248,67 mil milhões de kwanzas.
A província do Uíge aumentou o seu PIB de 6.046,64 mil milhões para 8.541,74 mil milhões de kwanzas, enquanto o Cuanza Sul passou de 4.615,76 mil milhões para 6.176,82 mil milhões. Malanje registou igualmente uma evolução positiva, com crescimento de 4.357,98 mil milhões para 6.102,82 mil milhões de kwanzas.
O relatório do Instituto Nacional de Estatística descreve que Cabinda apresentou uma subida moderada, passando de 5.193,86 mil milhões para 5.447,13 mil milhões de kwanzas. O Huambo cresceu de 3.567,66 mil milhões para 4.717,97 mil milhões de kwanzas, ao passo que a Huíla subiu de 3.269,39 mil milhões para 4.134,46 mil milhões.
No Bié, o PIB passou de 2.961,75 mil milhões para 3.893,13 mil milhões de kwanzas, em 2025. Já o Moxico também registou crescimento, ao aumentar de 2.732,12 mil milhões para 3.729,99 mil milhões de kwanzas. A Lunda Sul passou de 3.089,03 mil milhões para 3.720,11 mil milhões de kwanzas, enquanto a Lunda Norte cresceu de 2.298,71 mil milhões para 3.191,55 mil milhões.
No Cuanza Norte, o PIB aumentou de 2.363,22 mil milhões para 3.190,70 mil milhões de kwanzas, ao passo que a província do Bengo registou um crescimento de 2.249,45 mil milhões para 2.939,33 mil milhões.
As províncias do Namibe, Cunene e Cuando Cubango também apresentaram crescimento económico, embora continuem entre as de menor peso no PIB nacional. O Namibe passou de 1.263,38 mil milhões para 1.577,31 mil milhões de kwanzas, o Cunene de 831,51 mil milhões para 1.044,78 mil milhões e o Cuando Cubango de 630,79 mil milhões para 764,34 mil milhões.
O relatório sublinha ainda que Luanda permanece como a província com maior participação no PIB nacional, representando 31,8 por cento do total da economia angolana. O Zaire surge em segundo lugar, com uma participação de 14,1 por cento, seguido de Benguela, com 8,0 por cento, e do Uíge, com 6,7 por cento.
Por outro lado, as menores participações no PIB foram registadas nas províncias do Cuando Cubango (0,6 por cento), Cunene (0,8 por cento), Namibe (1,2 por cento) e Bengo (2,3 por cento).
Relativamente ao PIB per capita, o Zaire destacou-se como a província com maior rendimento médio por habitante, avaliado em aproximadamente 25.830,31 milhares de kwanzas.
Cabinda aparece na segunda posição, com 5.883,76 milhares de kwanzas por habitante, seguida do Cuanza Norte, com 4.723,78 milhares de kwanzas. Em contraste, as províncias com menor rendimento médio por habitante foram o Cunene (564,37 milhares de kwanzas), o Cuando Cubango (1.051,62 milhares) e a Huíla (1.221,47 milhares).
Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística revelam, assim, uma economia angolana ainda fortemente concentrada em determinadas regiões do país, sobretudo Luanda e Zaire, enquanto outras províncias continuam a enfrentar níveis reduzidos de participação económica e rendimento per capita.





































