CATÓLICOS ANGOLANOS RECEBEM LÍDER MÁXIMO DA IGREJA A 18 DE ABRIL

Dezessete anos é o intervalo que, curiosamente, separa as visitas de Papa João Paulo II, Papa Bento XVI e Papa Leão XIV a Angola.

Imagem: DR/Ponto de Situação

A mais alta figura da Igreja Católica chega ao território nacional nas primeiras horas do dia 18 de Abril de 2026. Da agenda do Sumo Pontífice consta a visita ao maior santuário da África Austral, o Santuário de Nossa Senhora da Muxima, bem como celebrações de missas em Luanda e Saurimo.

Antes, Leão XIV manterá encontros com o Presidente da República, João Lourenço, e com os bispos na Nunciatura Apostólica de Angola, no mesmo dia da sua chegada ao País. A informação foi avançada pelo coordenador-geral e porta-voz da CEAST, Belmiro Tshissenguete, que acrescentou ainda a realização de um encontro com bispos, padres, madres e religiosas na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima.

O coordenador indicou igualmente que foram disponibilizados oito mil escuteiros para apoiar a estadia de quatro dias do Santo Padre: quatro mil em Luanda, dois mil em Saurimo e os restantes na província do Icolo e Bengo.

Segundo Belmiro Tshissenguete, a escolha de Saurimo e do Santuário da Muxima prende-se com o facto de o Papa Leão XIV, para além de exercer a missão pastoral, ser também um estadista, reforçando assim a dimensão diplomática da visita.

Por outro lado, o responsável da CEAST frisou que a maquete do Santuário já havia sido apresentada aos Papas que antecederam o actual Pontífice, aquando das suas deslocações ao País. A inclusão de Saurimo reflecte também a estratégia de diversificação das cidades que acolhem o Santo Padre.

O presidente da CEAST, Dom Manuel Imbamba, manifestou satisfação pela visita, sublinhando tratar-se de um momento único para o povo católico angolano. A segurança do evento contará com o apoio dos escuteiros, que irão auxiliar as autoridades governamentais.

Recorde-se que Angola recebeu pela primeira vez a visita de um Papa em 1992, num marco histórico para a Igreja Católica no País.

Num tempo em que a fé se cruza com a diplomacia e a espiritualidade dialoga com a política, Angola volta a inscrever o seu nome na rota do Vaticano. E, para muitos fiéis, não é apenas uma visita, é um sinal. Um daqueles que ficam na memória colectiva como quem guarda uma chama acesa no meio da multidão.

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