CRISE DE COMBUSTÍVEL CHEGA A MOÇAMBIQUE A QUALQUER ALTURA
A crise de combustíveis, originada pelo conflito armado no Médio Oriente, sobretudo com o envolvimento dos Estados Unidos da América, pode afectar Moçambique a qualquer momento.
A revelação foi feita pelo político Daniel Chapo, na qualidade de líder da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), sem apontar um horizonte temporal, numa altura em que vários países já sentem as consequências.
“Ao colocarmos as viaturas para os 15 municípios da zona centro e norte e, no próximo mês de Maio, para a zona sul, é exactamente para anteciparmos a crise de combustíveis que pode chegar a qualquer altura, por causa da guerra, que sabem muito bem, entre o Irão, os Estados Unidos e Israel. Com transporte público, podemos minimizar o impacto desta crise”, avançou Daniel Chapo, cujo partido foi o vencedor das últimas eleições gerais realizadas neste país africano.
Tendo em conta o contexto acima referido, o Governo moçambicano tem estado a trabalhar para travar as consequências de uma eventual crise dos combustíveis, cujas medidas vão sendo divulgadas de forma gradual.
A directora da Direcção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis (DNHC), em Maputo, Felisbela Cunhete, afirmou que as negociações em curso entre o Governo iraniano e o dos Estados Unidos, caso terminem de forma pacífica, poderão ajudar a reduzir o impacto do conflito na economia mundial.
“Todas as infra-estruturas de produção, bem como as refinarias e as próprias infra-estruturas de logística e transporte de combustíveis, foram afectadas. A reposição destes danos poderá levar algum tempo”, referiu.
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