MESSI RESSUSCITA ARGENTINA E ENTERRA SONHO EGIPCIO EM REVIRAVOLTA ÉPICA
Foi uma noite para ficar gravada na memória dos amantes do futebol. Durante largos minutos, o Egipto fez acreditar que seria capaz de mandar para casa, mais cedo do que o previsto, uma das grandes favoritas à conquista do título.
Os faraós jogavam sem complexos, exploravam os espaços deixados pela defesa argentina e chegaram aos 67 minutos a vencer por 2-0, colocando a selecção orientada por Lionel Scaloni à beira da eliminação.
Nem mesmo o penálti desperdiçado por Messi abalou a confiança dos egípcios. Pelo contrário, parecia ser o prenúncio de uma despedida inesperada da Albiceleste.
Mas quem conhece Lionel Messi sabe que nunca se deve escrever o último capítulo antes do apito final.
A partir desse momento, a Argentina mudou de atitude, aumentou a intensidade, pressionou alto e encontrou em Messi o líder capaz de inspirar uma recuperação histórica. O capitão comandou a revolta, contagiou os companheiros e viu a sua equipa marcar três golos de forma consecutiva, consumando uma das maiores reviravoltas deste Campeonato do Mundo.
Mais do que uma vitória, foi uma demonstração de carácter de uma selecção que recusou baixar os braços quando tudo parecia perdido.
Apesar do falhanço da grande penalidade, Messi voltou a deixar a sua marca na partida e reforçou a condição de melhor marcador da competição. O astro argentino soma agora oito golos: três diante da Argélia, dois frente à Áustria e um contra a Jordânia, Cabo Verde e Egipto.
O número poderia ser ainda mais impressionante. O camisola 10 desperdiçou duas grandes penalidades durante o torneio, frente à Áustria e ao Egipto, o que significa que já podia contabilizar dez golos nesta edição do Mundial.
Mesmo assim, continua isolado na liderança da lista de goleadores, seguido de perto por Kylian Mbappé e Erling Haaland, ambos com sete golos, enquanto Harry Kane aparece com seis.

Imagem: NBC 5 Dallas-Fort Worth
Fiel ao seu estilo, Messi continua a afastar qualquer protagonismo individual.
‘‘Não jogo para bater recordes pessoais, mas para levar alegria a este grupo de jogadores’’.
As palavras contrastam com os números impressionantes que continua a construir.
Com este golo, tornou-se no primeiro futebolista da história a marcar em nove jogos consecutivos de Campeonatos do Mundo. A série começou na fase a eliminar da edição anterior, frente à Austrália, Holanda, Croácia e França, prolongando-se agora diante da Argélia, Áustria, Jordânia, Cabo Verde e Egipto.
Ao longo das suas seis participações em Mundiais, Messi já disputou 31 partidas, mais do que qualquer outro jogador na história da competição, e elevou para 21 o número total de golos, estabelecendo mais um recorde na prova.
Agora, um novo desafio surge no horizonte.
O lendário registo de 13 golos numa única edição do Mundial, estabelecido pelo francês Just Fontaine em 1958, continua de pé. Messi soma oito tentos e, caso a Argentina alcance a final, terá ainda três jogos para tentar reduzir os cinco golos que o separam daquele que é considerado um dos recordes mais difíceis da história do futebol.
Depois de escapar ao abismo frente ao Egipto, a Albiceleste segue para os quartos-de-final com uma certeza renovada: enquanto Lionel Messi estiver em campo, nenhuma batalha pode ser dada como perdida. O sonho argentino continua vivo… e a história pode ainda reservar novos capítulos para aquele que insiste em desafiar todos os limites do futebol mundial.




































