ESPECIALISTAS DEFENDEM REFORÇO DA PREVENÇÃO PARA TRAVAR PROPAGAÇÃO DAS ZOONOSES
Especialistas em saúde defenderam, nesta sengunda-feira, 06, o reforço das medidas de prevenção, vigilância epidemiológica e controlo sanitário para reduzir a propagação das zoonoses, doenças transmissíveis entre animais e seres humanos, cuja incidência continua a representar um desafio para a saúde pública mundial.
O apelo é feito no âmbito do Dia Mundial das Zoonoses, assinalado a 6 de Julho sob o lema "A Importância da Prevenção no Reforço da Saúde", escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A efeméride visa sensibilizar governos, profissionais de saúde e a população para a necessidade de fortalecer as estratégias de prevenção, tendo em conta que cerca de 60% das doenças infecciosas que afectam os seres humanos têm origem animal.
Entre as zoonoses mais frequentes destacam-se a raiva, a leptospirose, a brucelose, a toxoplasmose, a gripe aviária e algumas doenças provocadas por coronavírus, cuja prevenção depende da articulação entre os sectores da saúde humana, saúde animal e ambiente.
A Organização Mundial da Saúde defende a implementação da abordagem "Uma Só Saúde" (One Health), baseada na cooperação entre médicos, médicos veterinários, ambientalistas e autoridades sanitárias, com vista à prevenção de surtos e à protecção da saúde das populações.
Os especialistas recordam que a vacinação dos animais, o acompanhamento veterinário regular, a higiene, a segurança alimentar e o controlo de pragas continuam a ser as medidas mais eficazes para reduzir o risco de transmissão destas doenças.
O Dia Mundial das Zoonoses é celebrado em memória da primeira vacinação antirrábica bem-sucedida, realizada pelo cientista francês Louis Pasteur, a 6 de Julho de 1885, marco que representou um dos maiores avanços na prevenção das doenças infecciosas de origem animal.




































