ANGOLA APELA A UMA RESPOSTA GLOBAL MAIS FORTE CONTRA A SECA
Angola defendeu o reforço da cooperação internacional e a adopção de medidas preventivas para enfrentar os impactos cada vez mais severos da seca, durante o Diálogo Ministerial de Alto Nível sobre a Resiliência à Seca, realizado, em Ulaanbaatar, Mongólia, no quadro da COP17 da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação.
Em representação do Presidente da República, João Lourenço, a ministra do Ambiente, Ana Paula de Carvalho Pereira, destacou a necessidade de uma resposta coordenada para garantir a gestão sustentável da terra e da água e aumentar a capacidade de resistência dos países afectados pelo fenómeno.
Na sua intervenção, a governante alertou que a seca deixou de ser apenas um fenómeno cíclico, assumindo-se actualmente como um risco sistémico, agravado pelas alterações climáticas.
Em Angola, os efeitos são sentidos com maior intensidade nas províncias do Sul, onde a redução da disponibilidade de água, as dificuldades na produção agropecuária e a degradação dos solos continuam a afectar as populações e os ecossistemas.
Ana Paula de Carvalho Pereira assegurou que o Executivo angolano tem reforçado as políticas públicas viradas para a resiliência climática e a gestão sustentável dos recursos naturais, apostando na ciência, inovação, cooperação regional e mobilização de financiamento climático.
A ministra defendeu igualmente o fortalecimento dos sistemas de alerta precoce, dos mecanismos de preparação para períodos de seca e dos programas de recuperação dos ecossistemas, através de soluções baseadas na natureza.
Angola reafirmou, por outro lado, a disponibilidade para continuar a trabalhar com Estados, organizações internacionais e parceiros de desenvolvimento, com vista à construção de sociedades mais resilientes, inclusivas e sustentáveis face aos desafios impostos pelas alterações climáticas.
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