ANGOLANO EXTRADITADO DE PORTUGAL POR SUSPEITAS DE INTEGRAR REDE CRIMINOSA INTERNACIONAL
Fernando Nunes Correia, cidadão angolano, foi extraditado de Portugal para Angola por suspeitas de integrar uma rede criminosa internacional responsável por ataques informáticos contra instituições bancárias angolanas, que terão causado prejuízos superiores a seis mil milhões de kwanzas.
Segundo as autoridades, a extradição foi possível no âmbito da cooperação judiciária e policial internacional, envolvendo a Procuradoria-Geral da República (PGR), a INTERPOL, o Serviço de Investigação Criminal (SIC) e a Embaixada de Angola em Portugal.
Quando começou a investigação?
De acordo com o Serviço de Investigação Criminal (SIC), a investigação teve início em Janeiro de 2025 e permitiu o desmantelamento de uma rede composta por cidadãos angolanos e estrangeiros, com destaque para nigerianos, costa-marfinenses, beninenses e libaneses.
As investigações indicam que Fernando Nunes Correia exercia funções numa instituição bancária no município do Negage, província do Uíge, onde alegadamente cedeu as suas credenciais de acesso e introduziu um equipamento informático na rede interna do banco, o que facilitou o acesso remoto aos sistemas da instituição.
O ataque, ocorrido em 2025, terá provocado um prejuízo económico superior a seis mil milhões de kwanzas, segundo uma nota do SIC.
Após os factos, o suspeito deslocou-se para Portugal, numa viagem alegadamente financiada pela própria organização criminosa, onde terá recebido compensação financeira pelo trabalho desenvolvido.
Segundo relatos, os ataques protagonizados pelo suspeito e por outros membros da organização criminosa internacional resultaram em prejuízos acima de seis mil milhões de kwanzas.
“No decurso das diligências, foram identificados ataques consumados e tentativas de ataques, tendo a intervenção das autoridades permitido, em determinados casos, impedir a sua concretização e preservar montantes significativos”, refere uma nota do SIC, a que o Portal Ponto de Situação teve acesso.

A Procuradoria-Geral da República esclareceu que a extradição de Fernando Nunes Correia não constitui o primeiro caso bem-sucedido das autoridades angolanas no domínio da cooperação judiciária internacional em matéria penal, na sequência de processos conduzidos com diferentes países.
Segundo a PGR, continuam igualmente em curso outros pedidos de extradição apresentados por Angola.
De acordo com as autoridades angolanas, a operação visou que culminou na extradição de Fernando Nunes Correia permitiu a detenção de 10 cidadãos, todos em prisão preventiva, enquanto prosseguem as diligências para a localização e captura de outros integrantes da organização, tanto em Angola como no estrangeiro.





































