DESEMPREGO EM ANGOLA SOBE LIGEIRAMENTE PARA 21,5% NO SEGUNDO TRIMESTRE DE 2026

Angola registou uma taxa de desemprego de 21,5% no segundo trimestre de 2026, um aumento de 0,2 pontos percentuais face ao trimestre anterior, segundo os resultados do Inquérito sobre o Emprego em Angola (IEA), divulgados esta sexta-feira, 14, em Luanda, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Imagem: Jornal Mercado

Os dados foram apresentados pelo presidente do Conselho de Administração do INE, Joel Bumba Sambo Futi, durante uma conferência de imprensa destinada à divulgação dos resultados do IEA referentes ao segundo trimestre de 2026, em conformidade com o calendário de publicações da instituição e com o Decreto Presidencial n.º 43/26.

De acordo com o INE, a população em idade activa, correspondente às pessoas com 15 ou mais anos, foi estimada em 23.600.410 pessoas, das quais 12.962.665 constituíam a força de trabalho, que representa a mão-de-obra disponível para a produção de bens e serviços.

A taxa de participação no mercado de trabalho fixou-se em 56,3%, registando um aumento de 2,6 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior.

No período em análise, a população empregada atingiu 10.171.244 pessoas, mais 6,4% em comparação com o trimestre anterior. Com esta evolução, a taxa de emprego passou de 42,3% para 44,2%.

O emprego informal continua a representar a maior parcela do mercado de trabalho, abrangendo 80,1% da população empregada. Do total, 63,6% trabalhava em negócios privados não ligados à agricultura, 23,4% em explorações agrícolas e apenas 9,5% no sector público, incluindo a Administração Pública e empresas públicas.

Por actividade económica, o comércio concentrou a maior parcela da população empregada, com 30%, seguido da agricultura, silvicultura e pesca, com 26%. Os transportes e armazenagem representaram 6%, a Administração Pública e Defesa 5,3% e a construção 4,9%.

Já a população desempregada foi estimada em 2.790.821 pessoas, correspondendo a um aumento de 7,6% face ao trimestre anterior. O desemprego continua a afectar sobretudo os jovens entre os 15 e os 24 anos, grupo que apresentou uma taxa de desemprego de 40,5%.

Por outro lado, a população fora da força de trabalho foi estimada em 10.044.345 pessoas, uma redução de 3,9% em relação ao trimestre anterior. A taxa correspondente passou de 46,2% para 43,7%.

Entre as pessoas fora da força de trabalho, 51,7% não procuraram emprego, mas estavam disponíveis para trabalhar, enquanto 45,9% não procuraram emprego, não manifestaram disponibilidade nem tinham intenção de trabalhar.

O INE destacou ainda a existência de uma força de trabalho potencial, constituída por pessoas que apresentam algum vínculo ao mercado de trabalho, estimada em 5.216.571 pessoas. Somada à força de trabalho, este universo resultou numa força de trabalho ampliada de 18.178.637 pessoas, equivalente a uma taxa de participação ampliada de 79%.

Em síntese, os resultados do segundo trimestre apontam para uma maior participação da população no mercado de trabalho e para o crescimento do emprego. Contudo, o INE reconhece a persistência de desafios relacionados com o desemprego juvenil, as desigualdades de género e o elevado nível de informalidade no mercado de trabalho.

A divulgação dos resultados do IEA referentes ao terceiro trimestre de 2026 está prevista para 15 de Novembro. Por coincidir com um Domingo, a publicação será antecipada para 13 de Novembro, igualmente através de uma conferência de imprensa.