ANGOLA INVESTE 4,35 MILHÕES DE DÓLARES NA AVALIAÇÃO DE NOVAS ZONAS PETROLÍFERAS
O Executivo angolano autorizou uma despesa de 4,35 milhões de dólares para a contratação de serviços de consultoria destinados a avaliar o potencial petrolífero das áreas livres e de novas zonas de exploração do país, numa iniciativa que pretende reforçar a actividade de prospecção e contrariar o declínio da produção nacional.
A autorização consta de um Despacho Presidencial publicado no Diário da República e assinado pelo Presidente da República, João Lourenço, que determina a abertura de um concurso limitado por prévia qualificação para a contratação dos serviços de consultoria.
O contrato terá a duração de três anos e será enquadrado no processo de contratação de serviços para a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), entidade responsável pela gestão e concessão dos recursos petrolíferos do país.
De acordo com o despacho, os trabalhos deverão incidir sobre as áreas livres e as novas zonas consideradas para exploração petrolífera, ficando de fora as bacias interiores. A competência para aprovar as peças do procedimento e celebrar o respectivo contrato foi delegada ao presidente do Conselho de Administração da ANPG.
A medida surge num contexto de necessidade de renovação das reservas e aumento da actividade exploratória em Angola. A produção petrolífera nacional, que chegou a atingir cerca de dois milhões de barris por dia em 2008, encontra-se actualmente em torno de 1,1 milhão de barris diários, reflectindo o declínio natural de vários campos maduros.
A aposta na identificação de novas reservas é, por isso, considerada estratégica para garantir a sustentabilidade da indústria petrolífera, que continua a representar uma das principais fontes de receitas e de divisas para a economia angolana.
Paralelamente, a ANPG prepara um novo plano de atribuição de concessões de blocos petrolíferos para o período 2026-2030, com a perspectiva de criar condições para um novo ciclo de exploração e descoberta de reservas.
A estratégia pretende ainda reforçar a atractividade de Angola junto das companhias petrolíferas internacionais, através da disponibilização de novas áreas para investimento e exploração.
O país desenvolve igualmente trabalhos de avaliação do potencial das bacias sedimentares interiores, que abrangem cerca de 520 mil quilómetros quadrados, distribuídos por oito províncias do interior. Segundo a ANPG, os estudos realizados até ao momento apresentam resultados considerados “animadores”.
A avaliação das áreas livres e das novas zonas de exploração poderá, assim, fornecer informação técnica necessária para orientar futuras concessões e investimentos, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre o potencial petrolífero ainda disponível em território nacional.
Com esta iniciativa, Angola procura antecipar o futuro da sua indústria petrolífera, combinando novos estudos geológicos, abertura de áreas de exploração e atribuição de concessões como instrumentos para travar a queda da produção e prolongar a capacidade produtiva do sector.




































