OFICIAIS PRISIONAIS ACUSADOS DE LIBERTAR RECLUSO MEDIANTE PAGAMENTO DE TRÊS MILHÕES DE KWANZAS

Dois efectivos dos Serviços Prisionais, na província do Bié, estão a ser julgados por alegadamente terem libertado um recluso acusado de burla qualificada, mediante o pagamento de três milhões de kwanzas.

Imagem: msn

Em Fevereiro deste ano, Waldemar Paulo Mona foi detido no Cuito, província do Bié, por suspeita da prática do crime de burla qualificada, tendo sido encaminhado para uma das celas da comarca local.

Dias depois, segundo a acusação, o recluso terá entrado em contacto com o chefe da Secção da Ordem Interna, inspector-chefe prisional Aires Natalino, e outros efectivos que se encontravam escalados para o serviço.

De acordo com os autos, Waldemar Paulo Mona terá solicitado à equipa de serviço que o colocasse em liberdade, comprometendo-se a pagar três milhões de kwanzas em troca da soltura.

A proposta terá sido aceite por dois dos efectivos. Na noite de 28 de Abril, os agentes terão aberto uma das celas e obrigado o recluso a vestir a farda da corporação, antes de o colocarem em liberdade sem a respectiva ordem de soltura.

A libertação terá ocorrido após o pagamento dos três milhões de kwanzas acordados, segundo a acusação.

Na sequência das diligências realizadas pelas autoridades, Waldemar Paulo Mona foi localizado e capturado nove dias depois, na província do Moxico.

O processo envolve igualmente outros efectivos, acusados de crimes relacionados com abuso de poder, negligência e violação das regras de segurança e funcionamento dos estabelecimentos prisionais.