ANGOLA ACELERA MEDIDAS PARA REDUZIR HCFCS E HFCS NO SECTOR DE REFRIGERAÇÃO

Angola reafirmou o compromisso com a redução progressiva das substâncias que afectam a camada de ozono e contribuem para o aquecimento global, durante a Reunião da Rede Regional de Oficiais de Ozono dos Países Africanos de Língua Inglesa, que decorre em Adis Abeba, Etiópia.

Imagem:chemwatch

O compromisso foi apresentado, pelo Oficial de Ozono da Unidade Nacional do Ozono do Ministério do Ambiente, Sérgio de Oliveira Ventura, que abordou o tema “Progresso, Desafios e Prioridades para alcançar a Meta de Eliminação Progressiva dos HCFCs e Redução dos HFCs em Angola”.

Durante a apresentação, foram destacados os progressos alcançados pelo país na implementação do Protocolo de Montreal e da Emenda de Kigali, com particular atenção às metas de eliminação progressiva dos hidroclorofluorocarbonetos (HCFCs) até 2030 e de redução dos hidrofluorocarbonetos (HFCs) em 80% até 2045.

Entre os principais desafios identificados está o combate ao comércio ilegal de substâncias controladas, bem como a necessidade de garantir maior acesso a alternativas com baixo Potencial de Aquecimento Global (PAG).

Para responder a estes desafios, Angola definiu como prioridades o reforço dos mecanismos de controlo das importações, de modo a assegurar o cumprimento das quotas nacionais, e o aumento da capacitação técnica dos profissionais do sector.

O país pretende igualmente incentivar a utilização de fluidos refrigerantes naturais, promover a eficiência energética e criar centros regionais de regeneração de refrigerantes.

As medidas apresentadas visam contribuir para a transformação do sector de refrigeração e ar-condicionado num segmento mais sustentável, com menor impacto sobre a camada de ozono e sobre o clima.