DUAS MULHERES MORREM APÓS ALEGADO TRATAMENTO DE MEDICINA NATURAL NOS MULENVOS
Duas mulheres, de 77 e 65 anos, morreram no município dos Mulenvos, em Luanda, depois de, alegadamente, terem ingerido uma substância castanha durante um tratamento de medicina natural para ‘‘tala’’.
Os factos ocorreram no dia 11 de Agosto de 2026, por volta das 07h40, no bairro Boa-Fé, concretamente na Rua do Prédio Lilás, onde, segundo o SIC, as duas vítimas procuraram os serviços de Aucília Venâncio Domingos, de 50 anos, que afirma exercer medicina natural há cerca de dez anos.
Em declarações às autoridades, Aucília contou que as duas mulheres chegaram à sua residência durante a manhã para solicitar os seus serviços. Segundo a sua versão, apesar de inicialmente ter recusado atendê-las, acabou por lhes entregar um pó que deveriam utilizar posteriormente.
A suspeita afirma que, depois de entregar a substância, foi descansar por não se sentir bem de saúde. Mais tarde, por volta das 17h00, terá sido acordada com a informação de que as duas mulheres se encontravam indispostas.
As vítimas foram identificadas como Isabel Pedro Correia, solteira, de 77 anos, e Esperança Sebastião Francisco, solteira, de 65 anos.
Segundo Aucília, uma das mulheres teria vindo da zona da Camama, enquanto a outra se deslocou da Terra Vermelha. A primeira, identificada como Isabel, estaria acompanhada pela irmã. Já Esperança, segundo o relato, procurava tratamento por enfrentar problemas de saúde há algum tempo e, alegadamente, encontrava-se sem o acompanhamento dos filhos.
A praticante de medicina natural afirma ainda que, ao tomar conhecimento do agravamento do estado de saúde das duas mulheres, chegou a entregar dinheiro para que pudessem pagar o transporte de táxi.
O SIC/Luanda, através do Departamento Municipal dos Mulenvos, considera que existem indícios suficientes para a responsabilização das duas cidadãs detidas, estando o caso a ser investigado para determinar as circunstâncias exactas que levaram à morte das duas mulheres.
O episódio volta a levantar preocupações sobre o recurso a tratamentos não convencionais sem acompanhamento clínico adequado, sobretudo entre pessoas idosas e em situação de vulnerabilidade. As autoridades deverão agora apurar a composição da substância administrada às vítimas e a eventual relação entre o tratamento e as mortes.




































