INAC REGISTA 581 DENÚNCIAS DE VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS EM TODO O PAÍS
O Instituto Nacional da Criança (INAC) registou, entre os dias 9 e 15 de Agosto, um total de 581 denúncias de violência contra crianças em várias províncias do país, com destaque para casos de abuso sexual, violência física e psicológica, trabalho infantil e não prestação de alimentos.
Entre as ocorrências registadas, destaca-se o caso de uma menor de 14 anos, no município do Cuito, província do Bié, que terá sido vítima de abuso sexual por parte de vários indivíduos adultos.
Segundo a denúncia recebida pelo INAC, através da linha SOS Criança, o caso terá sido premeditado por uma mulher adulta, conhecida da vítima, que a terá atraído para a sua residência e, posteriormente, envolvido outros indivíduos.
O caso está a ser acompanhado pelas autoridades policiais da província do Bié, que deverão prestar mais esclarecimentos após a conclusão das investigações e a identificação dos presumíveis implicados.
De acordo com os dados divulgados esta segunda-feira, pelo INAC, das 581 denúncias recebidas através da linha SOS Criança, 79 foram registadas na província do Bié.
As ocorrências foram reportadas nas províncias do Bié, Cunene, Luanda, Uíge, Lunda-Norte e Lunda-Sul. Do total de denúncias, 126 estão relacionadas com a não prestação de alimentos, 70 com violência física e psicológica, 57 com trabalho infantil e 14 com abuso sexual, entre outras situações.
Em Luanda, foram registadas 109 denúncias, incluindo casos de abuso sexual envolvendo menores. No município da Ingombota, uma adolescente de 15 anos terá sido vítima de abuso sexual recorrente, alegadamente praticado pelo próprio pai.
No bairro das Salinas, município de Cacuaco, foi igualmente denunciado um caso envolvendo uma criança de três anos de idade, que terá sido vítima de abuso sexual. O presumível autor, de 28 anos, seria inquilino da mãe da criança e terá se aproveitado da ausência dos pais.
Já no município de Viana, o INAC recebeu uma denúncia de violência física contra um menor de 11 anos, alegadamente agredido de forma recorrente pela tia com quem vive. A suspeita encontra-se detida, enquanto a vítima está a receber acompanhamento das instituições competentes.




































