RENOVA ANGOLA APELA À REFLEXÃO NACIONAL E AFASTA INTEGRAÇÃO EM FRENTE ELEITORAL
O presidente do partido Renova Angola (RA), Manuel Fernandes, defendeu em Luanda a necessidade de os angolanos reflectirem sobre a realidade do país após 50 anos de Independência, com vista à construção de um futuro mais inclusivo e ao cumprimento das aspirações nacionais até 2027. O líder político reiterou ainda que o seu partido não fará parte de uma eventual frente eleitoral liderada pela UNITA, alegando incompatibilidades com a legislação eleitoral angolana.
O presidente do partido Renova Angola (RA), Manuel Fernandes, apelou, no sábado, em Luanda, a uma profunda reflexão nacional sobre o percurso do país, passados 50 anos da Independência. Segundo o líder partidário, este momento histórico deve servir para avaliar os avanços alcançados, identificar os desafios persistentes e projectar um futuro capaz de concretizar os sonhos dos angolanos.
Manuel Fernandes afirmou que o país precisa de uma abordagem renovada para enfrentar os desafios sociais, económicos e políticos, defendendo maior participação cívica e compromisso colectivo na construção de uma Angola mais justa e próspera.
Durante a sua intervenção, o dirigente esclareceu igualmente a posição do partido relativamente à possibilidade de integrar uma alegada frente eleitoral liderada pela UNITA para as próximas eleições gerais. De acordo com Manuel Fernandes, a Renova Angola não fará parte dessa iniciativa, sublinhando que a legislação eleitoral angolana não permite que membros de um partido integrem listas de outra força política sem antes renunciarem formalmente à sua militância.
O político explicou que a lei determina que os candidatos a deputados à Assembleia Nacional devem integrar a lista de um partido político, sendo que o cabeça de lista é simultaneamente o candidato a Presidente da República. Assim, qualquer militante que pretenda concorrer por outra formação política deve, previamente, apresentar uma carta de renúncia ao partido de origem.
“Não estou a ver o presidente da Renova Angola e outros dirigentes a renunciarem à militância do partido para integrarem a lista de outro partido político. Portanto, essa hipótese está fora de questão”, afirmou.
Manuel Fernandes acrescentou ainda que, do ponto de vista formal, não existe uma verdadeira “ampla frente eleitoral”, mas apenas a possibilidade de um partido incluir na sua lista figuras provenientes de diferentes sensibilidades da oposição e da sociedade civil.
Para o líder da Renova Angola, uma frente eleitoral autêntica deveria resultar da institucionalização de uma coligação entre vários partidos políticos, algo que, segundo disse, não está a acontecer no actual contexto.
O dirigente reforçou que a Renova Angola continuará a desenvolver a sua agenda política de forma autónoma, centrada na renovação da esperança, na promoção do desenvolvimento nacional e na mobilização da sociedade para os desafios do país rumo às eleições de 2027.













































