SEIS DIAS DEPOIS DO NAUFRÁGIO, CONTINUAM BUSCAS POR QUATRO MARINHEIROS EM BENGUELA

Seis dias depois do acidente, as famílias continuam sem notícias e apelam ao reforço contínuo das autoridades marítimas, que mantêm as operações de busca para localizar quatro marinheiros desaparecidos desde o naufrágio de uma embarcação de pesca, ocorrido no passado dia 11 de Agosto, ao largo da costa da província de Benguela.

Imagem: RNA

As equipas de busca continuam a patrulhar a zona onde ocorreu o naufrágio e as áreas adjacentes, numa operação que envolve efectivos da Capitania do Lobito e outros pontos de vigilância marítima ao longo da costa.

O chefe de Segurança Marítima da Capitania do Lobito, Paulo Silva, assegurou que as operações prosseguem na expectativa de encontrar os quatro marinheiros, mantendo-se igualmente a articulação com os postos de vigilância marítima, incluindo os da jurisdição de Porto Amboim.

A ausência de informações sobre o paradeiro dos pescadores aumenta a preocupação dos familiares, que acompanham com angústia o desenrolar das operações. Alguns familiares, em declarações à Rádio Nacional de Angola, apelaram à mobilização de mais meios para intensificar as buscas.

Perante a possibilidade de os desaparecidos não serem encontrados, familiares admitem solicitar à empresa responsável a realização de funerais simbólicos, caso não haja novidades até ao final do mês.

Segundo Paulo Silva, terminado o período habitual de sete dias de buscas, deverá ser aberto um inquérito para esclarecer as circunstâncias do acidente. A investigação deverá basear-se, entre outros elementos, nos depoimentos dos marinheiros que sobreviveram ao naufrágio.

O inquérito terá também como finalidade identificar eventuais falhas e determinar as causas do acidente, contribuindo para a adopção de medidas capazes de evitar novos naufrágios e reforçar a segurança das actividades marítimas.

Enquanto as operações continuam, as famílias permanecem na expectativa de receber notícias dos quatro marinheiros, com as autoridades a manterem a vigilância ao longo da costa de Benguela e das zonas marítimas adjacentes.