TENSÃO NO UÍGE MARCA ACTO DA UNITA EM HOMENAGEM A JONAS SAVIMBI
Um ambiente de tensão marcou, este Sábado, 8, a cidade do Uíge, onde a UNITA tencionava realizar um acto político de massas em homenagem ao fundador do partido, Jonas Savimbi, cerimónia esta que contaria com a presença do presidente da formação política, Adalberto Costa Júnior.
A cidade do Uíge regista uma forte concentração de cidadãos e uma presença reforçada das forças policiais, num cenário que a UNITA considerou de intimidação e restrição à realização da actividade política programada para a tarde deste Sábado.
O acto, assinala o aniversário natalício de Jonas Savimbi, fundador da UNITA, nascido a 3 de Agosto de 1934, e constitui uma das principais iniciativas políticas do partido na província.
Segundo a formação política, militantes e simpatizantes terão enfrentado limitações à circulação e à deslocação para o local escolhido para a realização da actividade. A situação terá provocado indignação entre membros do partido e populares que se encontravam na zona.
Nas redes sociais circulam igualmente vídeos que mostram um militante da UNITA alegadamente ferido na região do pé. A informação, contudo, não foi confirmada de forma independente, pelo que as circunstâncias do incidente demontra ser alvejado com uma caçadeira, pelos vestígios apresentados no vídeo.
O porta-voz da UNITA, Francisco Fernandes Falua, elevou o tom das críticas e considerou que o aparato policial presente no local representa uma ameaça à realização do acto e à segurança do presidente do partido.
Falua chegou mesmo a classificar o cenário como uma alegada “tentativa de assassinato” contra Adalberto Costa Júnior, acusação que, até ao momento, deve ser tratada como uma posição da UNITA e não como facto comprovado.
“A actividade tem que ser realizada e não se justifica este aparato policial neste lugar”, afirmou o dirigente partidário, acrescentando que Adalberto Costa Júnior teria cumprimentado, anteriormente, o governador do Uíge.
A tensão ocorre num momento em que a UNITA procura mobilizar as suas estruturas provinciais em torno das comemorações relacionadas com Jonas Savimbi e da actividade política do partido.
O episódio volta também a colocar em debate a relação entre o exercício das liberdades políticas e a actuação das forças de segurança durante actividades partidárias. A Constituição angolana reconhece a liberdade de reunião e de manifestação, enquanto as autoridades têm a responsabilidade de garantir a ordem e a segurança públicas.
A evolução da situação no Uíge e eventuais esclarecimentos das autoridades serão determinantes para apurar os factos que estão na origem da tensão registada em torno do acto político.




































