INTERLIGAÇÃO DOS CAMINHOS-DE-FERRO ENTRA EM FASE DE CONTRATAÇÃO EM ANGOLA

O secretário de Estado para os Transportes Terrestres, Jorge Bengue, anunciou, em Luanda, que o processo de contratação para a interligação dos três principais caminhos-de-ferro do país já está em curso, no âmbito do Programa de Desenvolvimento do Sector Ferroviário 2023–2028.

Imagem: visão.pt

A informação foi avançada durante o Fórum Empresarial do Corredor do Lobito Angola–União Europeia, que encerra nesta quarta-feira na capital do país, centrado nos sectores da agricultura, agro-indústria e transportes logística.

Segundo Jorge Bengue, a iniciativa visa reforçar a integração interna da rede ferroviária nacional e potenciar o papel estratégico de Angola como plataforma logística regional.

Actualmente, o país dispõe de uma linha costeira com cerca de 1.600 quilómetros, onde se situam os três principais portos Luanda, Lobito e Namibe já ligados por via ferroviária. No entanto, o Executivo pretende agora assegurar a interligação eficiente entre os diferentes corredores ferroviários.

Para o efeito, foram definidos vários eixos estruturantes. O corredor norte, correspondente ao Caminho-de-Ferro de Luanda (CFL), estabelece a ligação entre Luanda, Cuanza-Norte e Malanje. Já o corredor norte-sul prevê a ligação entre Malanje, passando pelo Cuito, até Menongue, na província do Cubango.

No Sul, o projecto contempla a extensão do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes (CFM), ligando o Porto do Namibe às fronteiras com a Namíbia e a Zâmbia, atravessando as províncias da Huíla e do Cubango.

Por sua vez, o Corredor do Lobito, considerado estratégico, fará a ligação entre o Porto do Lobito e o interior do país, abrangendo as províncias do Huambo, Bié e Moxico, até à fronteira com a RDC e a Zâmbia.

De acordo com o governante, este último corredor deverá incluir cerca de 730 quilómetros de nova linha ferroviária, estando já em fase de contratação.

A implementação destes projectos contará com financiamento misto, envolvendo fundos públicos e privados, com o objectivo de dinamizar o sector dos transportes e impulsionar o desenvolvimento económico nacional.