ANGOLA PROJECTA ESTABILIDADE E CAPTAÇÃO DE INVESTIMENTO NAS REUNIÕES DE PRIMAVERA EM WASHINGTON
A ministra das Finanças de Angola, Vera Daves de Sousa, lidera a delegação nacional nas Reuniões de Primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, que decorrem de 13 a 18 de Abril de 2026, em Washington, D.C.
O encontro reúne decisores globais para discutir os desafios da economia mundial e reforçar estratégias de desenvolvimento sustentável.
Num contexto internacional marcado por incertezas económicas, tensões geopolíticas e pressões inflacionistas persistentes, a presença de Angola nas Reuniões de Primavera assume um carácter estratégico.
O fórum, considerado um dos mais relevantes espaços de concertação económica global, congrega ministros das finanças, governadores de bancos centrais e líderes de instituições multilaterais, com o objectivo de alinhar políticas que garantam estabilidade financeira e crescimento inclusivo.
A delegação angolana, chefiada por Vera Daves de Sousa, integra figuras-chave da governação económica nacional, entre as quais o governador do Banco Nacional de Angola, Manuel Dias, e o secretário de Estado do Planeamento, Luís Epalanga. A composição multissetorial da missão, que inclui representantes dos ministérios dos Transportes, Turismo e Agricultura e Florestas, reflecte uma abordagem integrada do Executivo na promoção do desenvolvimento económico e na diversificação da economia.
Durante os trabalhos, Angola participa em sessões plenárias, reuniões bilaterais e eventos paralelos, onde procura consolidar a sua credibilidade junto das instituições financeiras internacionais e reforçar o diálogo com potenciais investidores. A agenda inclui ainda interações com parceiros estratégicos, num esforço de mobilização de financiamento externo e de atração de investimento privado para setores prioritários.
As Reuniões de Primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional são herdeiras do legado das instituições de Bretton Woods, criadas para sustentar a arquitetura financeira internacional no pós-guerra. Hoje, continuam a desempenhar um papel central na definição de políticas económicas globais, com foco na redução da pobreza, resiliência económica e sustentabilidade fiscal.
Para Angola, a participação neste fórum internacional representa não apenas uma oportunidade de alinhamento com as melhores práticas globais, mas também um momento de afirmação da sua trajetória de reformas económicas, num cenário em que a confiança dos mercados e a estabilidade macroeconómica se tornam determinantes para o futuro do país.





































