AUTÓPSIA DE BEBÉ DE UM ANO SUPOSTAMENTE MORTA PELA MADRASTA APONTA MALÁRIA COMO CAUSA
Os familiares de Domingas Justino Teresa, de 28 anos de idade, moradora no bairro KM 9-A, município de Viana, em Luanda, detida a 18 de Julho do corrente ano, após ter sido acusada do crime de homicídio qualificado, cuja vítima é uma menor de um ano de idade, por sinal sua enteada, esclareceram que o resultado da autópsia feito ao corpo da menor aponta malária como causa da morte.
A família sustenta que a acusada foi detida injustamente, alegando que o pai da menor é agente da Polícia Nacional.
Em declarações exclusivas ao jornal Na Mira do Crime, Paulo Cavila, irmão mais velho da detida, esclareceu que a sua irmã nunca teve qualquer contacto com o bebé no dia dos factos, como atesta a informação oficial do Serviço de Investigação Criminal.
Segundo explicou, Domingas saiu de casa por volta das 20h00 do dia 17 de Julho, após receber um telefonema da sogra, que lhe pediu para levar a bateria do telemóvel, alegando que iria permanecer num óbito.
Relatou que, ao chegar ao local, encontrou a cunhada na companhia de uma amiga.
Sem saber que o bebé se encontrava na residência da sogra, limitou-se a permanecer no quintal, onde entregou a bateria do telemóvel, regressando de seguida à sua casa.
O irmão da detida, contou ainda que o estado de saúde do bebé que já se encontrava doente, agravou-se.
"A criança foi levada para uma unidade hospitalar, onde foi declarado o óbito", declarou.
O irmão, acrescentou que, por volta das 02h00 da madrugada, o pai da criança, que se encontrava numa festa juntamente com a mãe da vítima, ao aperceber-se da morte do filho, telefonou à esposa, alegando que a sua irmã teria visto Domingas a asfixiar o bebé até à morte.
"Foi assim que ela informou a uma das nossas irmãs de que estava a ser acusada pelo marido de ter morto o seu filho", explicou.
Ressaltou também que, no Sábado, dia 18 de Julho, Domingas foi notificada para prestar declarações na Esquadra da Bela Vista, onde acabou por ser detida no âmbito do processo n.º 699/26-VN-D.
A família procurou saber a razão da detenção e foi informada que o próprio esposo havia participado a ocorrência, apontando a esposa como principal suspeita da morte do seu filho, numa outra relação.
Segundo lhes foi dito, o desfecho do caso dependeria do resultado da autópsia.
"Tudo isso só aconteceu porque o marido é agente da Polícia Nacional, afecto ao Comando Municipal do Calumbo, na província de Icolo e Bengo, bem como a irmã dele, que trabalha na Esquadra da Bela Vista, junto da PGR", afirmou o irmão da Domingas.
Referiu ainda que, na segunda-feira, 21, familiares de ambas as partes se deslocaram à Morgue Central de Luanda, onde foi realizada a autópsia, que concluiu que a causa da morte da criança foi malária.
Segundo a família de Domingas, este resultado não foi aceite pelos familiares da malograda. Os mesmos, alegam que, devido a alegada influência da irmã do pai da criança, que trabalha na referida esquadra, junto da PGR, o processo foi encaminhado ao Juiz de Garantias sem que fossem anexados os resultados da autópsia, tendo este aplicado à arguida a medida de coacção mais gravosa, a prisão preventiva.




































