OMS CRIA PLATAFORMA REGIONAL PARA REFORÇAR DECISÕES DE SAÚDE EM ÁFRICA

Angola integra o grupo de países que passam a beneficiar de uma nova plataforma digital da Organização Mundial da Saúde (OMS), criada para reunir e analisar dados de saúde dos 47 Estados-Membros da Região Africana e apoiar decisões mais eficazes no sector.

Imagem: minsa.gov

O Centro Regional de Dados de Saúde foi lançado a 27 de Agosto, em Adis Abeba, Etiópia, durante a reunião do Comité Regional da OMS para África, que contou com a participação de uma delegação angolana liderada pelo Secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Alberto Pinto de Sousa.

A nova plataforma concentra informações de diferentes áreas, como saúde materna, neonatal, infantil e do adolescente, doenças infecciosas e não transmissíveis, além de dados relacionados com os sistemas de saúde.

Por meio de painéis interactivos, mapas e ferramentas de análise, o sistema permitirá aos países acompanhar indicadores, identificar tendências, comparar progressos e localizar populações com maiores necessidades de assistência.

Segundo a OMS, a iniciativa procura responder ao desafio da fragmentação dos dados de saúde no continente, facilitando o acesso a informações actualizadas e contribuindo para uma melhor definição das prioridades e distribuição dos recursos.

A plataforma conta igualmente com ferramentas de análise avançada e inteligência artificial, que poderão ser utilizadas para identificar tendências, apoiar previsões e produzir evidências destinadas ao planeamento dos sistemas de saúde.

Apesar da integração regional, os Estados-Membros continuarão a manter a propriedade dos seus dados. A OMS prevê ainda normas comuns para melhorar a interoperabilidade, a qualidade e a partilha segura das informações.

A organização esclarece que o Centro Regional de Dados de Saúde não pretende substituir os sistemas nacionais existentes, mas complementá-los. Está igualmente em desenvolvimento um quadro de governação regional para reforçar a transparência, a responsabilização e a gestão dos dados.

Para Angola, a participação no fórum é considerada estratégica, uma vez que permite ao país contribuir para a definição das prioridades sanitárias da Região Africana para o período 2026–2035 e reforçar a cooperação com os restantes Estados-Membros.

O Ministério da Saúde destaca ainda a importância do alinhamento das políticas nacionais com os compromissos regionais e globais na área da saúde.