433 ENFERMEIROS ENTRAM EM FORMAÇÃO PARA REFORÇAR ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA
Um total de 433 profissionais de enfermagem, provenientes de nove províncias do país, está a ser capacitado em anestesiologia e reanimação, numa formação que pretende reforçar a capacidade de resposta do Sistema Nacional de Saúde perante situações clínicas de elevada complexidade.
A formação, promovida pelo Instituto de Especialização em Saúde (IES), por intermédio da Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Saúde (UIP-PFRHS), decorre de 5 a 16 de Setembro, no Centro de Formação do Complexo Hospitalar de Doenças Cardio-Pulmonares Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, em Luanda.
Com uma forte componente prática, o curso de Pós-Graduação em Enfermagem de Anestesiologia e Reanimação recorre a laboratórios de simulação clínica e conta com o acompanhamento de especialistas angolanos e brasileiros.
Entre as competências trabalhadas estão o Suporte Básico de Vida (BLS), o Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS), o manejo das vias aéreas, incluindo situações de vias aéreas difíceis, bem como técnicas de acesso vascular.
A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, considera a qualificação dos profissionais uma das prioridades para o fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde.
Segundo a governante, o investimento no capital humano deve acompanhar a construção de infra-estruturas e a aquisição de equipamentos, garantindo que o país disponha de profissionais preparados para lidar com tecnologias modernas e situações clínicas cada vez mais complexas.
Sílvia Lutucuta destacou igualmente a importância do financiamento do Banco Mundial ao Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Saúde, considerando-o um instrumento estratégico para o reforço das competências no sector.
A iniciativa conta com a cooperação da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), do Brasil, cuja equipa de cinco professores assegura a componente prática, sob liderança de Meiry Pinto, coordenadora brasileira do curso.
Através de cenários de simulação próximos da realidade clínica, os formandos têm a oportunidade de aperfeiçoar procedimentos técnicos, raciocínio clínico, capacidade de decisão e trabalho em equipa perante situações de emergência.
Para o gestor técnico do PFRHS, Job Monteiro, a iniciativa enquadra-se na estratégia de “formar mais, formar melhor”, com o objectivo de garantir que as competências adquiridas permaneçam no país.
O projecto prevê formar 38 mil profissionais de saúde até 2028, sendo 80% em Angola e 20% no exterior. A formação abrange médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica, técnicos de enfermagem e profissionais do regime geral.
Job Monteiro defendeu ainda que as parcerias internacionais devem privilegiar a transferência de conhecimento e contribuir para o fortalecimento da capacidade nacional de formação.
Os 433 participantes são provenientes das províncias do Bengo, Bié, Cabinda, Cuanza Norte, Cunene, Huambo, Huíla, Lunda Sul e Luanda, conferindo à iniciativa um alcance nacional.
De acordo com a coordenadora nacional do curso, Esperança Nhime, as actividades decorrem dentro da normalidade, com a participação dos profissionais provenientes dos diferentes polos de formação.
A componente prática termina a 16 de Setembro, com um workshop que marcará o encerramento desta fase de formação e de intercâmbio técnico-científico.




































