COMUNIDADE CONGOLESA EM ANGOLA SONHA ALTO E ACREDITA NUMA CAMPANHA HISTÓRICA DA RDC NO MUNDIAL 2026

O apuramento da República Democrática do Congo para o Mundial FIFA 2026 reacendeu o orgulho e a esperança da comunidade congolesa residente em Angola. Entre previsões ousadas, emoções à flor da pele e recordações de um passado distante, os congoleses acreditam que os "Leopardos" não viajarão às Américas apenas para cumprir calendário, mas para escrever uma nova página na história do futebol africano.

Imagem: Visateam

A poucos dias do arranque da maior festa do futebol mundial, a expectativa toma conta da comunidade congolesa que vive em Angola. O Mundial de 2026, que terá lugar nos Estados Unidos da América, México e Canadá, marcará o regresso da República Democrática do Congo à competição após mais de cinco décadas de ausência.

Para muitos, trata-se de um momento histórico. Para outros, é a oportunidade de mostrar ao mundo a evolução do futebol congolês.

Mbaki Zulola Kieti, cidadão congolês residente em Angola há mais de duas décadas, acredita que os Leopardos têm qualidade suficiente para surpreender os favoritos.

"O Congo entra na competição não como um mero participante, mas como um candidato ao título. Nós queremos mostrar que o Congo é uma nação que também quer fazer a sua história no Mundial", afirmou, demonstrando confiança no potencial da selecção nacional.

O entusiasmo é igualmente partilhado por Nzunzi Mpunvu, que não esconde a felicidade pelo regresso do seu país ao maior palco do futebol internacional. Convicto, o adepto antecipa um desfecho positivo no jogo diante de Portugal.

"Nós iremos vencer Portugal, porque também temos grandes jogadores", disse.

Imagem: RNA

Entre os atletas que alimentam a esperança dos adeptos estão o lateral-direito Aaron Wan-Bissaka, antigo jogador do Manchester United e actualmente ao serviço do West Ham United; o defesa Axel Tuanzebe, que também passou pelos "Red Devils" e representa hoje o Burnley; além do avançado Cédric Bakambu, uma das referências ofensivas da equipa congolesa.

No Zango 2, em Luanda, Tantine, de 34 anos, considera um privilégio poder assistir ao regresso do seu país ao Mundial.

"É uma honra ver o meu país a competir com grandes seleções. Estamos muito felizes e acreditamos que a RDC pode fazer uma boa campanha", declarou.

Residente em Angola há apenas quatro meses, Tantine conta que se deslocou ao país com o propósito de acompanhar os jogos dos Leopardos ao lado do irmão, que vive em Angola há cinco anos. Antigo futebolista, ele chegou a representar a seleção congolesa nos escalões de formação, vestindo a camisola dos Leopardos na categoria Sub-23.

A participação da República Democrática do Congo no Mundial de 2026 terá um significado especial. Será apenas a segunda presença do país numa fase final da Copa do Mundo. A primeira aconteceu em 1974, quando a nação competiu sob a designação de Zaire, tornando-se um dos pioneiros da África Central na prova.

Agora, os congoleses esperam que a nova geração deixe uma imagem diferente daquela registada há mais de meio século. Entre os nomes apontados como principais referências da equipa está o avançado Yoane Wissa, um dos jogadores mais influentes do actual conjunto congolês e esperança de golos para os Leopardos.

Entre sonhos, orgulho nacional e muita confiança, a comunidade congolesa em Angola prepara-se para viver intensamente cada jogo. Mais do que participar, os adeptos acreditam que a RDC tem condições para competir de igual para igual e provar que o futebol africano continua a ganhar espaço e protagonismo no cenário mundial.

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