EMPOSSADA DIRECÇÃO DO HOSPITAL DOS QUEIMADOS JULIUS NYERERE

Foi aleita a nova equipa que vai liderar a unidade hospitalar de referência nacional em tratamento de queimaduras e cirurgia reconstrutiva, cuja inauguração está prevista para os próximos dias.

Imagem: JA

A direcção do Hospital dos Queimados Presidente Julius Kambarage Nyerere, localizado na Centralidade do Kilamba, em Luanda, foi empossada esta terça-feira, numa cerimónia presidida pela ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta. A inauguração da unidade hospitalar está prevista para os próximos dias.

Durante o acto, tomou posse como directora-geral a médica especialista Yanessa Katiana Van-Dúnem Filipe de Almeida. Foram igualmente empossados Tomásia Alberto, para o cargo de directora clínica, Alexandrino Simão, como director de Enfermagem, Stefânia da Silva, directora Pedagógica e Científica, Diozandra de Oliveira, directora Administrativa, e Massengo Neto, directora Técnica.

Na ocasião, Sílvia Lutucuta destacou que a constituição da equipa directiva representa uma etapa decisiva na preparação operacional da nova unidade hospitalar, vocacionada para prestar cuidados altamente especializados e tornar-se uma referência nacional e regional no tratamento de queimaduras e lesões complexas.

A ministra sublinhou que a selecção dos responsáveis teve por base critérios de competência técnica, experiência profissional e capacidade de liderança, defendendo uma gestão assente na humanização dos cuidados de saúde, na qualidade da assistência prestada e na excelência dos serviços.

A nova directora-geral é médica especialista em Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e de Queimados, formada pela Universidade Agostinho Neto e especializada no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, no Brasil, reunindo vasta experiência na área da medicina especializada.

Dotado de tecnologia de última geração e de um corpo clínico altamente qualificado, o Hospital dos Queimados Presidente Julius Kambarage Nyerere será vocacionado para o tratamento de queimaduras, feridas complexas, cirurgia plástica e reconstrutiva, microcirurgia e investigação científica, reforçando significativamente a capacidade do Sistema Nacional de Saúde.

A unidade contará com equipamentos de elevada diferenciação, entre os quais uma ressonância magnética de três Tesla, câmaras hiperbáricas para oxigenoterapia, unidades de cuidados intensivos destinadas a adultos e crianças queimados e blocos operatórios preparados para cirurgias de elevada complexidade.

Com a entrada em funcionamento do hospital, o Executivo pretende reduzir a necessidade de evacuação de pacientes para o exterior do país, garantindo que casos de elevada complexidade possam ser tratados em Angola, com padrões internacionais de qualidade e segurança.