INFLAÇÃO ABRANDA PARA MÍNIMO EM MAIS DE UMA DÉCADA, MAS CUSTO DE VIDA CONTINUA A PRESSIONAR FAMÍLIAS
A taxa de inflação em Angola desacelerou para 10,11% em Junho, o nível mais baixo desde Dezembro de 2015, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), apesar da tendência de queda, especialistas consideram que os preços continuam elevados e o impacto no poder de compra das famílias ainda é significativo.
Em comparação com o mesmo período de 2025, quando a inflação atingia 19,73%, verificou-se uma redução de 9,62 pontos percentuais, o equivalente a uma diminuição relativa de cerca de 48,8%.
Na comparação mensal, a inflação recuou de 10,88% em Maio para 10,11% em Junho, traduzindo-se numa desaceleração de 0,77 ponto percentual, sinalizando uma evolução positiva no comportamento dos preços.
Apesar desta melhoria, economistas alertam que a inflação continua acima dos níveis considerados confortáveis, mantendo pressão sobre o custo de vida e reduzindo o poder de compra dos consumidores.
O relatório do INE indica que a classe dos transportes foi a que registou a maior variação homóloga, com um aumento de 15,40%. Seguem-se as classes da educação, com 13,40%, habitação, água, electricidade e combustíveis, com 11,14%, e alimentação e bebidas não alcoólicas, que registaram uma subida de 10,73%.
Os indicadores demonstram que, embora o ritmo de crescimento dos preços esteja a abrandar, sectores essenciais continuam a apresentar aumentos relevantes, influenciando directamente o orçamento das famílias angolanas.




































