MOVIMENTO SOCIAL PARA A MUDANÇA EMPOSSA DIRECÇÃO E REFORÇA APOSTA NA JUVENTUDE PARA TRANSFORMAÇÃO DE ANGOLA

A cerca de 15 meses das próximas eleições presidenciais, o Movimento Social para a Mudança (MSM) procedeu, nesta quarta-feira, 8 de Abril, à tomada de posse da sua direcção nacional, assumindo-se como uma nova força de mobilização cívica focada na participação activa dos jovens e da sociedade angolana.

Imagem: Movimento Social para a Mudança

A cerimónia de investidura marcou a apresentação formal da estrutura dirigente do Movimento Social para a Mudança, liderada por Francisco Teixeira, antigo presidente do Movimento dos Estudantes Angolanos, que passa a assumir a presidência desta plataforma cívica.

A direcção agora empossada é composta maioritariamente por jovens quadros, integrando um vice-presidente e um secretário-geral para além de responsáveis por diferentes áreas estratégicas, com destaque para mobilização comunitária, comunicação, organização e assuntos políticos.

No seu discurso, Francisco Teixeira destacou que o Movimento Social para a Mudança não surge apenas como mais uma organização, mas sim como uma resposta à necessidade urgente de maior envolvimento dos cidadãos na vida política do país.

 “Este movimento nasce da consciência de que Angola precisa de mais participação, mais vigilância e mais compromisso por parte dos seus filhos. Não podemos continuar a assistir de braços cruzados aos problemas que afectam o nosso dia-a-dia”, afirmou.

O presidente reforçou ainda o apelo à adesão massiva dos cidadãos, sublinhando que o movimento está aberto a todos os angolanos que desejem contribuir para uma mudança efectiva do país.

 “As portas estão abertas. Precisamos de homens e mulheres comprometidos com o futuro deste país. A nossa missão é clara: levar a mensagem da mudança a todos os cantos de Angola, das capitais provinciais aos bairros mais recônditos”, disse.

Num discurso firme, mas marcado por apelos ao civismo, Francisco Teixeira destacou que a transformação social deve ser conduzida pelos próprios cidadãos organizados, rejeitando a ideia de dependência de figuras públicas ou influenciadores.

 “A mudança não virá de rostos conhecidos, nem de figuras da música ou do entretenimento. Virá do povo consciente, do jovem que decide participar, da comunidade que se organiza e exige melhores condições de vida”, frisou.

O líder do movimento incentivou ainda os jovens a assumirem um papel activo nos bairros onde vivem, promovendo o diálogo, a consciencialização e a mobilização social.

“Cada bairro deve tornar-se um espaço de debate e de construção. Não precisamos esperar por ninguém. A responsabilidade é nossa, e o momento de agir é agora”, acrescentou.

De acordo com Francisco Teixeira, o  Movimento Social para a Mudança posiciona-se como uma plataforma crítica em relação ao actual cenário político, defendendo maior transparência no processo eleitoral, reformas estruturais e uma governação mais inclusiva e participativa.

Com a direcção oficialmente empossada, o Movimento Social para a Mudança inicia a sua caminhada num período decisivo para o país. A sua capacidade de mobilizar os cidadãos e transformar discurso em acções concretas poderá determinar o seu impacto no xadrez político angolano. 

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