MULHER DENUNCIA ABUSO SEXUAL APÓS RECUPERAR OS SENTIDOS

Uma cidadã denunciou um caso de abuso sexual ocorrido no Hospital Geral de Viana, em Luanda, envolvendo um enfermeiro identificado pelo nome de Armando Cardoso António. Segundo a vítima, o profissional de saúde terá administrado medicamentos para deixá-la inconsciente e posteriormente abusá-la sexualmente.

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De acordo com o relato, tudo aconteceu quando a paciente se dirigiu àquela unidade hospitalar devido a fortes dores no peito e dificuldades respiratórias. Ao chegar ao hospital, foi reconhecida pelo referido enfermeiro, que prontamente se disponibilizou para atendê-la.

A vítima conta que foi encaminhada para uma sala reservada, onde recebeu duas injecções, uma intravenosa e outra intramuscular. “Logo depois da injecção intramuscular, apaguei completamente”, afirmou.

Enquanto permanecia inconsciente, o seu telefone tocou. Era a irmã, preocupada com o seu paradeiro. Segundo a denúncia, quem atendeu a chamada foi o próprio enfermeiro, informando apenas que a paciente tinha recebido um diclofenaco.

Desconfiada da situação, a irmã deslocou-se até ao hospital, onde encontrou a vítima desacordada. Posteriormente, ambas foram encaminhadas ao banco de urgência para nova assistência médica.

Depois de recuperar os sentidos, a paciente percebeu que a sua roupa interior se encontrava entre as pernas, situação que a deixou assustada. Ao questionar os profissionais de saúde sobre uma possível ida à casa de banho durante o período em que esteve inconsciente, recebeu respostas negativas.

Apesar das reclamações, a vítima afirmou que a situação foi desvalorizada pela equipa médica, que alegou tratar-se apenas de um princípio de malária.

Contudo, após regressar a casa, voltou a sentir dores no corpo e desconforto intenso. Ao realizar a sua higiene pessoal, notou inflamação e dor na região anal, o que a levou a regressar ao hospital, desta vez directamente ao piquete.

Após explicação do ocorrido, foi encaminhada para a direcção do SIC no zango 8 mil onde foi feito uma avaliação médico-legal. A peritagem indicou sinais compatíveis com possível abuso ou penetração.

O caso foi encaminhado às autoridades policiais, que enviaram agentes ao hospital. No local, a vítima e os agentes localizaram o profissional de saúde em causa, que foi conduzido à esquadra para prestar esclarecimentos.

 Segundo o relato, o mesmo terá confessado ter administrado medicamentos (diclofenac e diazepam) e admitido intenção de prejudicar e abusar da vítima.

A vítima apelou por justiça, manifestando profunda preocupação com a possibilidade de existirem outras possíveis vítimas.

A vítima acrescentou ainda que o hospital tentou posteriormente contactá-la para uma conversa privada, o que não foi aceite, tendo sido indicado que o processo seguiria pelos canais legais e policiais.