JOSÉ DE LIMA MASSANO DESTACA QUEDA DA INFLAÇÃO COMO FACTOR PARA CRÉDITO MAIS ACESSÍVEL
A redução da inflação em Angola está a criar condições mais favoráveis para o alargamento do acesso ao crédito, o reforço da inclusão financeira e o crescimento da economia.
A afirmação foi feita, na quinta-feira, 09, pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, na abertura da 15.ª Reunião da Iniciativa de Políticas de Inclusão Financeira Africana.
Na ocasião, o governante destacou que a taxa de inflação homóloga abrandou para 10,11% em Junho de 2026, o nível mais baixo registado no país desde 2015, considerando que este indicador representa um sinal de estabilidade macroeconómica e de melhoria do ambiente económico.
Segundo José de Lima Massano, uma inflação mais baixa protege o poder de compra das famílias, preserva a poupança, estimula o investimento privado e cria condições para que o crédito seja disponibilizado a custos mais reduzidos.
"A redução da inflação cria melhores condições para alargar o acesso ao crédito a custos mais acessíveis, impulsionar a inclusão financeira, o investimento e o crescimento económico", afirmou.

O ministro de Estado explicou que a próxima fase da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (ENIF) não se limitará ao aumento do número de cidadãos integrados no sistema financeiro, mas pretende garantir que esse acesso se traduza em melhores oportunidades económicas, maior produtividade e mais qualidade de vida para as famílias angolanas.
José de Lima Massano revelou ainda que a estratégia contempla a criação de condições para que empresas prestadoras de serviços de pagamentos móveis e digitais possam evoluir para a concessão de crédito, contribuindo para diversificar as fontes de financiamento da economia e ampliar o acesso aos serviços financeiros.
Apesar do curto período de implementação da ENIF, o governante considerou os resultados encorajadores.
Segundo os dados apresentados, no final do primeiro trimestre de 2026, a taxa de inclusão financeira atingiu 51,7%, aproximando-se da meta de 65% definida para 2027.
No mesmo período, a taxa de bancarização alcançou 32% da população, o equivalente a cerca de 5,7 milhões de cidadãos com conta bancária. O Executivo prevê elevar este indicador para 36% até 2027, permitindo que aproximadamente oito milhões de angolanos estejam integrados no sistema bancário formal.

O governante destacou igualmente o crescimento expressivo dos pagamentos móveis e digitais, que aumentaram cerca de 56% no primeiro semestre deste ano, em comparação com igual período de 2025, totalizando aproximadamente 1,4 mil milhões de transacções, sobretudo em operações de transferências e pagamentos.
Referindo-se à 15.ª Reunião da Iniciativa de Políticas de Inclusão Financeira Africana, que terminou na sexta-feira, 10, em Luanda, José de Lima Massano defendeu um maior reforço da cooperação entre os países africanos nos domínios da inovação financeira, da interoperabilidade dos sistemas de pagamento, da literacia financeira e da protecção dos consumidores.
O responsável manifestou ainda a convicção de que o encontro contribuirá para o fortalecimento das políticas públicas de inclusão financeira e para o aprofundamento da cooperação económica e financeira entre os países do continente africano.




































