SIC DETÉM EM LUANDA DOIS CIDADÃOS INDIANOS PROCURADOS PELA INTERPOL POR CRIMES GRAVES

Dois cidadãos de nacionalidade indiana, procurados internacionalmente por alegado envolvimento em crimes de tráfico de armas, homicídios e raptos, foram detidos recentemente em Luanda, numa operação conduzida pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), através do Gabinete Nacional da INTERPOL.

Imagem: DR Ponto de Situação

A detenção resulta de uma acção de cooperação policial internacional destinada à localização e captura de indivíduos procurados pela justiça além-fronteiras, reforçando o compromisso das autoridades angolanas no combate ao crime organizado transnacional.

De acordo com as informações divulgadas pelo SIC, os dois cidadãos eram alvo de mandados de captura internacional, emitidos no âmbito de investigações relacionadas com crimes considerados de elevada gravidade, entre os quais tráfico de armas, homicídios e raptos.

A operação foi conduzida pelo Gabinete Nacional da INTERPOL em Angola, estrutura responsável pela articulação entre as autoridades policiais angolanas e os organismos internacionais de investigação criminal, permitindo a troca de informações e a execução de diligências no quadro da cooperação internacional.

A detenção dos suspeitos representa mais um resultado das acções desenvolvidas pelas autoridades angolanas para impedir que o território nacional seja utilizado como refúgio por indivíduos procurados pela justiça de outros países, contribuindo igualmente para o reforço da segurança regional e internacional.

Os detidos deverão agora cumprir os trâmites legais previstos nos mecanismos de cooperação judiciária internacional, podendo ser sujeitos aos procedimentos necessários para eventual extradição ou outras medidas determinadas pelas autoridades judiciais competentes, em conformidade com a legislação aplicável e os acordos internacionais em vigor.

A acção demonstra o reforço da capacidade operacional do SIC e da INTERPOL em Angola na prevenção e combate ao crime organizado transnacional, numa altura em que a cooperação entre os serviços de investigação criminal assume um papel cada vez mais relevante no enfrentamento das redes criminosas que actuam além das fronteiras nacionais.