TAXISTA MORTO POR ALEGADO EFECTIVO DAS FAA

A Direção da Associação Nacional dos Taxistas de Angola (ANATA) manifestou repúdio e profunda indignação pela morte trágica de um taxista, alegadamente provocada por um efectivo das Forças Armadas Angolanas (FAA), enquanto a vítima exercia a sua actividade profissional, no município do sambizanga, em Luanda.

Imagem:ANATA

A ANATA considerou o acto de extrema gravidade, inaceitável e condenável, por atentar contra o direito fundamental à vida, à dignidade humana e à segurança dos cidadãos, princípios estes consagrados na Constituição da República de Angola. 

A associação espelhou que, os taxistas exercem uma actividade essencial para a mobilidade urbana e para o sustento digno de milhares de famílias, e que não podem ser alvo de violência no exercício das suas funções.

‘‘Não é admissível que agentes armados do Estado, cuja missão primordial é proteger os cidadãos, garantir a ordem pública e defender a soberania nacional, estejam envolvidos em acções que resultem na perda de vidas humanas, sobretudo quando estas ocorrem em contexto laboral e sem que, até ao momento, tenham sido tornados públicos os fundamentos legais de tal atuação’’, descreve.

Diante dos factos, a Direcção da ANATA exigiu das autoridades competentes a abertura imediata de um inquérito rigoroso, transparente e imparcial, com vista esclarecer o ocorrido, à responsabilização criminal e disciplinar dos eventuais envolvidos, bem como a adopção de medidas preventivas que evitem situações semelhantes.

‘‘Neste momento de profunda dor e consternação, a ANATA endereça as suas mais sentidas condolências à família enlutada, aos colegas de profissão e aos amigos da vítima, reafirmando o seu compromisso inabalável com a defesa da vida, dos direitos humanos, da legalidade e da segurança dos taxistas em todo o território nacional’’.

A ANATA apelou aos taxistas e à sociedade no geral, a manterem a serenidade e a confiança nas instituições do Estado, que aguarda o pronunciamento oficial das autoridades competentes, ao mesmo tempo que garantiu continuar vigilante e que não se furtará a recorrer a todos os meios legais e institucionais ao seu alcance para que a justiça seja feita.

A esta altura, o efectivo das Forças Armadas Angolana, que terá cometido tal acto, já se encontra a contas com a justiça.