ANGOLA E BRASIL ACELERAM FORMAÇÃO DE MÉDICOS E ENFERMEIROS PARA REFORÇAR SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE
O Ministério da Saúde de Angola e a missão técnica brasileira reafirmaram, esta quarta-feira, 27, na província do Bengo, o compromisso de fortalecer a cooperação bilateral no sector da Saúde, com aposta na formação de especialistas, expansão das áreas médicas prioritárias e reforço da capacidade formativa nacional.
A delegação angolana, coordenada pela Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde (PFRHS), deslocou-se ao Bengo no âmbito da missão de monitoria, avaliação e preparação do novo ciclo formativo previsto para 2027.
A missão é liderada pelo coordenador do PFRHS, Prof. Dr. Job Monteiro, e integra representantes do Ministério da Saúde de Angola, da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério da Saúde do Brasil, da EBSERH, universidades e hospitais universitários brasileiros.
Durante o encontro realizado no Hospital Provincial do Bengo, Job Monteiro destacou que a formação especializada constitui uma prioridade estratégica do Executivo angolano para melhorar a qualidade dos serviços de saúde.
“O Ministério da Saúde entende que precisamos qualificar cada vez mais os nossos profissionais. A classe de enfermagem representa mais de 50% da força de trabalho do Serviço Nacional de Saúde”, afirmou.
O responsável recordou que a cooperação Angola-Brasil ganhou novo impulso após o encontro entre os Presidentes João Lourenço e Lula da Silva, em 2023, permitindo o envio dos primeiros profissionais angolanos para formação especializada no Brasil já em 2024.
Entre os principais anúncios feitos durante a visita destacam-se:
· Reforço da formação pós-média e especializada em enfermagem;
· Redução da duração dos cursos pós-médios de 24 para 12 meses;
· Expansão das especialidades de anestesiologia, reanimação, ortotraumatologia e neurocirurgia;
· Implementação futura de laboratórios de simulação clínica no Bengo;
· Reforço de equipamentos informáticos para instituições formativas e hospitalares.
O representante da Agência Brasileira de Cooperação, Luciano Queiroz, afirmou que o projecto se tornou uma referência internacional da cooperação brasileira na área da saúde.
“Hoje este é o maior projecto de cooperação em saúde do Brasil no exterior”, sublinhou.





































