ANGOLA LANÇA FORMAÇÃO EM NEURORRADIOLOGIA DE INTERVENÇÃO E REFORÇA APOSTA NA MEDICINA ESPECIALIZADA
Angola inicia esta quinta-feira, 14, no Complexo Hospitalar General Pedro Maria Tonha “Pedalé”, em Luanda, a primeira reunião nacional de neurorradiologia de intervenção, marcando o arranque oficial da formação especializada nesta área e um novo ciclo de capacitação avançada de profissionais de saúde no país.
O encontro, agendado para as 13h00, simboliza a entrada de Angola numa fase de maior sofisticação técnica no tratamento das doenças cerebrovasculares, sobretudo o acidente vascular cerebral (AVC), aneurismas cerebrais e malformações vasculares.
A iniciativa integra o Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (UIP-PFRHS), que prevê a capacitação de cerca de 38 mil profissionais, com predominância da formação em território nacional.
A sessão contará com especialistas nacionais e internacionais e assinala o início do internato de seis médicos angolanos na subespecialidade, num programa de dois anos orientado por peritos estrangeiros. A aposta visa consolidar competências locais em técnicas minimamente invasivas guiadas por imagem, como angiografia e tomografia, que permitem intervenções mais rápidas e com menor risco clínico.

Segundo a Ministra da Saúde, Sílvia Paula Valentim Lutucuta, o programa representa “um compromisso firme do Executivo com a valorização dos profissionais angolanos e a construção de um sistema de saúde moderno e autónomo”, sublinhando ainda a formação local como eixo estratégico da soberania sanitária.
A neurorradiologia de intervenção permite tratar casos críticos, como o AVC isquêmico agudo, com impacto directo na redução de mortes e sequelas graves.
Até aqui, muitos destes pacientes eram evacuados para o exterior, com custos elevados estimados em centenas de milhares de dólares por caso, uma realidade que o Executivo pretende reduzir progressivamente com a criação de capacidade interna.
O Complexo Hospitalar General Pedro Maria Tonha “Pedalé”, referência nacional no tratamento de patologias complexas e na implementação da “Via Verde do AVC”, assume-se como centro estruturante desta nova etapa, reforçando a resposta de emergência e o encaminhamento rápido de doentes.
Com esta iniciativa, o país avança na consolidação de um modelo de formação médica especializada, apostando na redução da dependência externa, no fortalecimento institucional e na modernização tecnológica do sistema nacional de saúde.





































