ÁRBITRO SOMALI É AFASTADO DO MUNDIAL APÓS TER ENTRADA RECUSADA NOS ESTADOS UNIDOS
O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, considerado o melhor árbitro africano de 2025, foi afastado da maior competição do futebol mundial depois de as autoridades dos Estados Unidos recusarem a sua entrada no país, apesar de o juiz ter apresentado um passaporte diplomático obtido com o apoio da embaixada da Somália.
Indicado pela FIFA para integrar a equipa de arbitragem da edição do Mundial disputado em território norte-americano, Omar Artan viu o sonho de participar na prova interrompido por questões ligadas aos procedimentos de imigração do país anfitrião.
Perante as dificuldades iniciais na obtenção do visto, o árbitro contou com o apoio da embaixada da Somália, que lhe disponibilizou um passaporte diplomático na tentativa de viabilizar a sua deslocação aos Estados Unidos. No entanto, mesmo munido do documento, a entrada acabou por ser recusada pelas autoridades migratórias norte-americanas.
Em comunicado, a FIFA esclareceu que não possui competência para interferir nas decisões de imigração dos países organizadores das suas competições.
"A FIFA não interfere nos procedimentos de imigração do país-sede, incluindo a emissão de vistos, e foi informada pelas autoridades de que a situação de Artan não será alterada neste momento", referiu o organismo que rege o futebol mundial.
A entidade acrescentou ainda que, tal como aconteceu em torneios anteriores, cabe exclusivamente ao governo do país anfitrião decidir quem reúne as condições para entrar e permanecer no seu território.
Afastado da competição, Omar Abdulkadir Artan reagiu com serenidade à decisão. O árbitro mostrou-se desapontado, mas garantiu manter o foco no futuro da sua carreira.
"Apesar das circunstâncias, estou de bom humor e focado nos próximos desafios da minha carreira", afirmou.
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