RECEITAS DO ESTADO APROXIMAM-SE DOS 10 BILIÕES DE KWANZAS NO II TRIMESTRE DE 2026
O Estado angolano arrecadou 9,85 biliões de kwanzas em receitas durante o segundo trimestre de 2026, enquanto as despesas públicas atingiram 10,24 biliões de kwanzas, segundo o Relatório de Execução do Orçamento Geral do Estado (OGE), apreciado nesta quarta-feira, 29, pelo Conselho de Ministros.
O Relatório de Execução do Orçamento Geral do Estado referente ao II Trimestre de 2026 apresenta um retrato da situação orçamental, financeira e patrimonial do país, indicando que as receitas arrecadadas correspondem a 30% da previsão anual inscrita no OGE, enquanto as despesas executadas representam 31% da despesa total autorizada para o exercício económico.
O documento inclui os balanços orçamental, financeiro e patrimonial, bem como a demonstração das variações patrimoniais do Estado, permitindo avaliar o desempenho das finanças públicas durante o período em análise.
No domínio macroeconómico, o relatório evidencia uma evolução positiva da inflação. Em Junho de 2026, a taxa de inflação homóloga situou-se em 10,11%, representando uma redução de 9,62 pontos percentuais em relação aos 19,73% registados no mesmo mês de 2025.
A desaceleração dos preços reflecte a tendência de estabilização económica que o Executivo pretende consolidar ao longo do presente exercício fiscal.
Quanto ao serviço da dívida pública, o Estado desembolsou 2,54 biliões de kwanzas para o pagamento da dívida interna, valor que representa uma diminuição de sete% face ao primeiro trimestre de 2026, sinalizando uma redução dos encargos internos no período.
Em contrapartida, os pagamentos relativos ao serviço da dívida externa ascenderam a 3,31 biliões de kwanzas, registando um aumento de 58% comparativamente ao trimestre anterior, reflectindo o calendário de amortizações e o cumprimento das obrigações financeiras assumidas pelo Estado junto dos credores internacionais.
O relatório apreciado pelo Conselho de Ministros constitui um importante instrumento de acompanhamento da execução das contas públicas, permitindo avaliar o desempenho das finanças do Estado e apoiar a definição de políticas económicas orientadas para a estabilidade macroeconómica, a sustentabilidade fiscal e o crescimento económico do país.




































