DETIDA MULHER SUSPEITA DE MATAR ENTEADO DE UM ANO POR ASFIXIA

Uma mulher de 28 anos foi detida pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), em Luanda, por suspeita de homicídio qualificado de um bebé de um ano de idade, ocorrido no município de Viana, que segundo as autoridades terá sido motivado por razões passionais.

Imagem: DR Ponto de Situação

DETIDA MULHER SUSPEITA DE MATAR ENTEADO DE UM ANO POR ASFIXIA

Uma mulher de 28 anos foi detida pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), em Luanda, por suspeita de homicídio qualificado de um bebé de um ano de idade, ocorrido no município de Viana, que segundo as autoridades terá sido motivado por razões passionais.

 

31.07.2026

A detenção foi efectuada pelo Departamento Municipal de Investigação Criminal de Viana, no bairro Km 9-A, na sequência de uma denúncia e de diligências investigativas que permitiram reunir fortes indícios da prática do crime de homicídio qualificado em razão da qualidade da vítima.

De acordo com o SIC, os factos ocorreram na noite de 16 de Julho de 2026, quando um bebé de um ano se encontrava a dormir numa residência pertencente à avó paterna. Os pais da criança haviam saído para um convívio, deixando o menor aos cuidados de familiares.

Segundo Fernando Carvalho, Chefe do GCII - SIC Luanda, as investigações, a suspeita, identificada pelas autoridades como a primeira esposa do pai da criança, terá deslocado à residência por alegadas motivações passionais.

De acordo com o SIC, a mulher entrou no quarto onde o bebé dormia e abandonou o local pouco tempo depois, apresentando um comportamento considerado suspeito.

O número do GCII- SIC Luanda, acrescenta que quando os progenitores regressaram a casa, encontraram o filho inconsciente e transportaram-no de imediato para uma unidade de saúde da zona. Contudo, os profissionais de saúde apenas puderam confirmar o óbito da criança.

O exame médico-legal concluiu que a morte foi provocada por asfixia, elemento que sustentou o desenvolvimento das investigações e levou à detenção da suspeita.

Após ser ouvida pelas autoridades, a arguida foi presente ao Ministério Público e, posteriormente, a um Juiz de Garantias, que determinou a aplicação da medida de coacção mais gravosa, prisão preventiva, tendo sido encaminhada para o Estabelecimento Prisional de Viana, onde aguardará os ulteriores trâmites do processo.

O caso continua sob investigação pelas autoridades competentes, que procuram esclarecer integralmente as circunstâncias do crime e apurar todas as responsabilidades. Entretanto, importa recordar que a suspeita beneficia da presunção de inocência até ao trânsito em julgado de uma eventual sentença condenatória.