CHINA REFORÇA PRODUÇÃO INTERNA DE ALIMENTOS E PODE REDUZIR DEPENDÊNCIA DAS IMPORTAÇÕES
A China pretende aumentar a produção nacional de soja, milho, carne e leite nos próximos anos, numa estratégia para reduzir a dependência de alimentos importados. A medida poderá exigir adaptações dos países exportadores, incluindo o Brasil, principal fornecedor de vários produtos agrícolas ao mercado chinês.
A estratégia está prevista no 15.º Plano Quinquenal da China, que estabelece metas para reforçar a produção agrícola e garantir maior segurança alimentar no país asiático.
Com o aumento da produção interna, Pequim pretende diminuir a exposição às oscilações do mercado internacional e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros em sectores considerados estratégicos para o abastecimento da população.
A mudança poderá ter impacto sobre o agronegócio brasileiro, sobretudo nas exportações de soja, milho e carnes para a China. O Brasil, que mantém uma posição de destaque no fornecimento de produtos agrícolas ao mercado chinês, poderá ser obrigado a diversificar os destinos das suas exportações e procurar novos mercados.
Apesar da estratégia chinesa, especialistas consideram que o Brasil deverá continuar a desempenhar um papel importante no abastecimento alimentar da China, devido à dimensão da procura e às limitações existentes para uma expansão rápida da produção interna.
A política chinesa representa, assim, um desafio para os exportadores brasileiros, mas também poderá incentivar a diversificação dos mercados e o reforço da competitividade do sector agrícola do país.




































